Brasil tem grande participação na tecnologia de usinagem em altas velocidades

Até o final de 2019, apenas seis países em todo o mundo podiam dizer dominar a HSM (High Speed Machining), conhecida como usinagem com altas velocidades. A partir de 2020, o Brasil passou a integrar esse seleto grupo, tornando-se a sétima nação a dominar essa tecnologia industrial. A metodologia consiste em submeter o material a cortes e acabamentos em altas velocidades (cinco a dez vezes maior que as comumente aplicadas em usinagens convencionais).

A conquista se deve ao estudo de um professor da Escola de Engenharia da USP de São Carlos. De acordo com a pesquisa, a indústria brasileira deve andar alinhada a essa área do conhecimento por ser uma ferramenta estratégica que está fazendo surgir novos padrões de produtividade na usinagem, aperfeiçoando a qualidade do setor industrial.

A HSM traz diversas modificações para a indústria, tanto na redução de tempo de produção quanto no acabamento das peças produzidas e na precisão dimensional. A técnica surgiu há um século, mas, apenas na década de 1980, começou a ser colocada em prática e, agora, está chegando ao Brasil.

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A equipe do estudo sobre HSM no Brasil percebeu que, no rosqueamento (elemento importante para usinagem), os resultados foram superiores aos de outros países, como Estados Unidos, ficando no mesmo patamar de resultados coletados em laboratórios da Alemanha (precursora da usinagem com alta velocidade).

Além disso, outro benefício é a não necessidade de fluido de corte (óleo ou substância à base de óleo e água para proteção da peça durante o corte, evitando que o calor e o atrito formem lascas de metal). Há, também, mais um benefício: graças à alta velocidade, o tempo de contato entre a ferramenta de corte com a peça é tão inferior aos métodos tradicionais que as partes não chegam a se aquecer, ou seja, não há troca de calor.

HSM traz consigo ganhos de produtividade

A HSM, que tem como principal objetivo produzir muito mais rapidamente peças, possui, como efeito subsequente, alto ganho de produtividade, além de garantir maior precisão dimensional e baixa rugosidade, o que gera uma superfície perfeitamente lisa, ou seja, o melhor tipo para moldes de injeção de plástico.

A tecnologia de alta velocidade oferece ganhos que podem ser ainda mais significativos quando utilizada na produção de peças, ferramentas e moldes de conformação para segmentos de termeletricidade e aeronáutica.

Como exemplo, a utilização de HSM na indústria pode auxiliar na fabricação de moldes de injeção de plástico pela metade do tempo que seria gasto no processo tradicional. Se, por acaso, o material da peça for de fácil corte, como aqueles compostos por ligas de alumínio ou resina, o tempo utilizado diminui ainda mais, para até um décimo do período de produção comum.




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