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Enquanto as principais big techs de IA prometem produtividade extraordinária para empresas e indivíduos, elas mesmas precisam de investimentos multibilionários para continuarem existindo. Neste ano, as principais empresas do setor deverão receber juntas, cerca de USD 725 bilhões.
Mesmo assim, nomes como a OpenAI (criadora do ChatGPT) acumulam prejuízos acima dos US $85 bilhões. Em grande parte, estes prejuízos vêm dos altos custos operacionais, que também pressionam empresas do setor, como Nvidia e Anthropic.
No entanto, o Brasil parece ter alguns trunfos na manga, capazes de posicionar o país nas primeiras colocações na corrida global por uma IA mais eficiente e sustentável. Saiba mais aqui.
Softwares de inteligência artificial precisam de data centers inteiros para funcionar. Estes data centers, por sua vez, consomem uma imensa quantidade de energia. Como funcionam 24 horas por dia, sua demanda energética pode ser até 10 vezes superior à de um data center comum.
Nos piores casos, o consumo pode ultrapassar 100 MW, podendo ainda dobrar nos próximos anos. Um único data center de IA pode consumir a mesma quantidade de energia que centenas de milhares de habitantes. No Brasil, o consumo somado dos quatro primeiros data centers de IA equivale a 16 milhões de casas. Eles estão localizados nas seguintes cidades:
Só no Rio de Janeiro, o complexo Rio AI City, em Jacarepaguá, consome eletricidade equivalente a 6 milhões de residências. Nesse contexto, a realidade impõe o urgente desafio de conciliar progresso tecnológico e sustentabilidade, até mesmo porque as tecnologias digitais já fazem parte da maioria dos brasileiros.
Tanto para quem usa IA na rotina de estudos e trabalho quanto para quem quer aproveitar um cupom de desconto Surfshark da melhor forma possível, é importante ter um data center por perto, geograficamente falando. Quanto mais distante um usuário estiver de um data center, maior tende a ser o tempo de latência, ou seja, pior a conexão.
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A empolgação dos brasileiros com a inteligência artificial pode ser medida em números. Cerca de 60% das empresas nacionais já aderiram às ferramentas de IA, superando largamente a média mundial de 27%.
A exigência energética de data centers de IA pode ser um desafio enorme para países que dependem de combustíveis fósseis. Usinas termoelétricas produzem energia cara e altamente poluente, elevando os custos operacionais a níveis proibitivos, mesmo em países industrializados.
Por outro lado, a matriz energética brasileira é limpa, renovável, mais disponível e muito mais barata. Além disso, o Brasil vem fechando parcerias estratégicas com a China, para a construção de novos data centers. A China é líder global no desenvolvimento de hardwares e softwares de inteligência artificial, mas com uma matriz energética ainda muito dependente do carvão.
O Brasil já é líder no desenvolvimento de IA na América Latina, posição que tende a se consolidar nos próximos anos. Sendo assim, tem tudo para concentrar também a maior quantidade de data centers, ganhando destaque entre investidores locais e internacionais. Internamente, a IA já revoluciona setores estratégicos como:
A chamada “Agricultura 4.0” utiliza inteligência artificial do plantio à colheita, otimizando recursos (em especial, sementes e fertilizantes) enquanto reduz custos. Ferramentas de IA também já chegaram ao SUS, reduzindo erros em prescrições médicas. No mundo das finanças, seu impacto já é imenso. Fintechs, bancos e instituições financeiras de todos os portes vêm se apoiando em ferramentas avançadas para tomada de decisões.
O Brasil pode ter um número ainda pequeno de data centers e não ser capaz de produzir os próprios semicondutores. Mesmo assim, a produção acadêmica brasileira sobre o assunto merece destaque internacional. Entre 2019 e 2023, o país consolidou sua posição entre os Top 20 países do mundo que mais produzem pesquisas e artigos sobre IA.
O volume de pesquisas, de fato, impressiona. Durante este período, foram mais de 6.300 estudos publicados, a maior parte deles com apoio financeiro da CAPES e do CNPq. Essas pesquisas, em sua maioria, se dedicam a analisar ou propor ideias para segmentos considerados estratégicos por aqui, incluindo educação e ética algorítmica, além de saúde, finanças e agricultura.
Enquanto bilionários investem fortunas na corrida global pela IA, o Brasil vai encontrando seu próprio caminho. A flexibilidade e resiliência dos brasileiros, marcas de uma vida de limitações e dificuldades, se tornaram vantagens competitivas cruciais no mundo moderno.
Não é à toa que o Brasil lidera a maioria dos rankings latino-americanos relacionados ao progresso tecnológico. No fim das contas, a melhor inteligência artificial não será aquela que custa mais caro, mas aquela capaz de operar com eficiência, mesmo em cenários desafiadores.
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