Nissan e UFSC vão testar baterias de segunda vida do LEAF para armazenar energia de postes de luz solar

No futuro, estudo pode permitir levar iluminação pública para regiões que não são abastecidas pela rede tradicional de energia elétrica

A Nissan e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão testando o uso de baterias de segunda vida do Nissan LEAF, o veículo 100% elétrico mais vendido do mundo, para armazenar energia de postes de luz equipados com painel solar fotovoltaico. Este é mais um projeto desenvolvido como resultado do memorando de entendimento assinado pela fabricante japonesa e a instituição, em 2018, que tem como objetivo estudar soluções futuras para as baterias usadas de carros elétricos.

Cinco postes de luz solar com baterias do Nissan LEAF começam a ser usados para iluminar parte do pátio do laboratório de Fotovoltaica da UFSC – o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar -, em Florianópolis, Santa Catarina. Eles são alimentados por uma combinação de painéis solares no topo e baterias do veículo elétrico na base.

A parceria com a UFSC vai de encontro à visão da Nissan para o futuro da mobilidade, a Nissan Intelligent Mobility, que tem como objetivo transformar a maneira como os carros são conduzidos, impulsionados e integrados à sociedade. As soluções para dar novas formas de utilização às baterias dos elétricos buscam a interação dos carros com a infraestrutura das cidades. Este tipo de poste, por exemplo, pode, no futuro, ser uma solução para levar energia para regiões que não são atendidas pela rede tradicional de energia elétrica.


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"O compromisso da Nissan vai além de comercializar o veículo 100% elétrico mais vendido do mundo, o Nissan LEAF. Localmente, temos o objetivo de incentivar as pesquisas e desenvolver o ciclo completo de vida do carro elétrico. A parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina busca criar novos tipos de uso para as baterias e pode, inclusive, gerar soluções de iluminação limpa para áreas urbanas ou mesmo regiões remotas do país", disse Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.

Para este novo estudo, a Nissan cedeu para a universidade três novos conjuntos de baterias da primeira geração do LEAF, que se somam aos outros seis cedidos anteriormente. Cada conjunto conta com 48 baterias.

"Estes postes funcionam de maneira 100% independente do sistema de energia elétrica principal, não necessitando de cabos ou tomadas, sendo totalmente alimentados pela energia do sol. O estudo reforça as diversas possibilidades de aplicação das baterias elétricas de segunda vida e une três pilares de nossas pesquisas, que são a mobilidade elétrica, a energia solar e o armazenamento de energia", comenta o professor Ricardo Rüther, que coordena o Laboratório de Fotovoltaica da UFSC.

A tecnologia de armazenamento de energia nas baterias do Nissan LEAF já foi usada para iluminar parte do estande da fabricante japonesa no Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de 2018, e em outros eventos da marca.

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