Usiminas investe R$ 219 milhões em alto-forno

A siderúrgica Usiminas definiu um investimento de R$ 219 milhões a serem gastos neste ano e em 2020 nas obras de manutenção do alto-forno 2 e melhoria operacional da usina de Ipatinga, em Minas Gerais.

Segundo o governo do Estado de Minas Gerais, os recursos serão usados na aquisição de máquinas, equipamentos e obras civis para a reconstrução do sistema de tubulação e coifa, rebalanceamento do sistema de despoeiramento das áreas de corrida do equipamento. O governo e o comando da siderúrgica se reuniram ontem para assinar um protocolo de intenções.

A reforma do alto-forno 2 e as obras na usina vão gerar 330 empregos e devem estender em 20 anos a sua vida útil. Ainda segundo a administração mineira, o último reparo desse equipamento foi realizado em 1999. De acordo com a siderúrgica, o reparo que aconteceu há 20 anos se deu no alto-forno 3.

“Com isso, a Usiminas conseguirá aumentar a sua capacidade produtiva já em 2020. O governo acertou o diferimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para peças importadas sem similar nacional. Esse foi mais um passo para o grande investimento da siderúrgica nos próximos anos, que é a reforma do alto-forno 3”, afirmou Thiago Toscano, presidente do Indi, agência de promoção de investimento do Estado de Minas Gerais.


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No ano passado, a Usiminas já havia investido outros R$ 80 milhões na reforma do alto-forno 1. Na época, a usina de Ipatinga operou a plena carga. Os dois equipamentos, o 1 e o 2, juntos produzem 4 mil toneladas de ferro-gusa diariamente.

Os investimentos em manutenção na usina de Ipatinga preparam a Usiminas para a parada do alto-forno 3, o seu maior equipamento, e que deve ocorrer a partir de 2021. Sozinho, este equipamento é responsável pela produção de 7 mil toneladas de ferro-gusa por dia. Quase o dobro dos outros dois equipamentos.

A siderúrgica já havia informado que a reforma levaria em torno de 100 dias. O investimento total é previsto em R$ 1,234 bilhão. O alto-forno 3 já está em operação há 20 anos e com a reforma a sua vida útil irá ser estendida por mais 20 anos, segundo a companhia siderúrgica.

“A companhia não quis negociar as condições para o diferimento de imposto para produtos importados para as duas reformas. Para o alto-forno 3, devemos negociar no próximo ano. Isso mostra a confiança na retomada do mercado nos próximos anos”, acrescentou Toscano.




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