Brasil está longe da sustentabilidade, revela pesquisa Ibope

Fonte: Jornal do Meio Ambiente - 06/09/07

O Brasil não é um país sustentável do ponto de vista político e empresarial. É o que revela a pesquisa exclusiva que Ibope apresentou hoje (04) em seu II Fórum Ibope com o tema "Negócios Sustentáveis" sobre "Sustentabilidade: Hoje ou amanhã?".

Entre os executivos entrevistados, a imagem do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é negativa e piorou em relação a 2005 afirmou o CEO do Ibope Inteligência, Nelsom Marangoni. Os aspectos negativos do presidente predominam, tais como inexperiência e desespero, perdido, ineficiente, incompetente, não confiável, não cumpre o que promete, falso e dependente.

O levantamento foi realizado com homens e mulheres residentes nos maiores estados brasileiros acima de 16 anos entre os dias 20 e 28 de julho para avaliar a percepção das classes A, B e C sobre assuntos ligados ao tema sustentabilidade. O estudo também analisou a opinião da comunidade empresarial brasileira por meio de entrevistas com 537 executivos de 381 grandes empresas nacionais.

Segundo os dados da pesquisa, os aspectos positivos do presidente em 2005 estão perdendo força. O nacionalismo presidencial em 2005 alcançava a marca de 47% e em 2007 caiu para 28%. A preocupação do presidente com o social de 46% foi para 35%, a boa intenção de 52% para 31%.

"A sua imagem entre os cidadãos de classe AB é similar à dos executivos, mas nas classes mais baixas a imagem é positiva", traduz Marangoni.

Marangoni ainda destaca que a desconfiança em instituições agrava-se. Em 2005, 71% dos cidadãos não confiavam nos partidos políticos e este ano a desconfiança subiu seis postos percentuais para 77%. O Congresso Nacional segue a mesma tendência com 54% para 66%. O poder executivo de 48% saltou para 58% e a saúde publica de 46% para 53% de inconfiabilidade por parte dos cidadãos.

Já as instituições não governamentais despertam maior confiabilidade acredita Marangoni. A pesquisa mostra que as instituições religiosas no ano de 2005 tinham 44% da confiança dos cidadãos e este ano caiu para 41%. As bancárias que registravam 50% de confiança tiveram uma alta de 64%. Em seguida as ONGS que alcançavam 63% da confiança total dos brasileiros tiveram uma queda de 12 postos percentuais atingindo 51% . Já as multinacionais saltaram de 62% para cravarem 73% de confiança total dos brasileiros em 2007.

Algumas instituições do Estado têm uma situação mais favorável. Os Correios tiveram uma avaliação exemplar e diferenciada com 86% de confiança do país este ano. Serviços públicos no ano de 2005 registraram 55% de confiança e apresentaram uma queda este ano e registrar 53%, o ensino publico de 58% saltou para 63% de confiança na maioria das vezes. Enquanto a policia militar salta de 48% para 50% a forças armadas registra queda representativa de 51% para 46% de confiança total.

Os meios de comunicação gozam de ótima confiabilidade embora a TV e Rádio apresentem queda. A internet há dois anos atrás registrava 49% de confiabilidade dos consumidores e agora 50%. A TV aberta tinha 61% e caiu nove pontos percentuais, passando para 52%. Já o jornal passou de 79% para 73%, a TV fechada de 74% para 67%. A revista manteve estável seu quadro de confiança dos leitores com 67% nos últimos dois anos e o rádio de 81% apresentou um declínio de dez pontos ficando com 71%.

O GEO do Ibope acredita que esta mudando a percepção de eficiência dos meios comunicação. A internet que tinha 29% de eficiência saltou extraordinariamente para 75%, TV fechada de 24% para 54%, merchandisigner/PDV de 47% para 50%, TV aberta de 65% diminuiu para 49% e patrocínios em eventos culturais de 30% saltou para 39%.

"O estudo serve para reconhecer que o contexto político atual é um dificultador para que a responsabilidade sociambiental seja percebida estrategicamente, finaliza.
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