Corticeira Amorim e NASA desenvolvem cápsula de reentrada na atmosfera

(Portugal) A história da cortiça no espaço fez precisamente meio século no dia 16 de julho com o lançamento da missão Apollo 11 e a chegada do homem à lua primeira vez. Donald Thomas, astronauta da NASA, explica a importância desta colaboração: “agradeço à fantástica equipa da Amorim Cork Composites o extraordinário apoio que contribuiu para o enorme sucesso do Programa Espacial da NASA”

O êxito da integração deste material, 100 por cento natural e com características soberbas de proteção térmica e ablação nas naves e foguetões, construiu uma parceria de longa data que continuará, seguramente, pelo futuro e que em 2026 se prepara para enviar para o espaço a primeira cápsula de reentrada atmosférica de forma tranquila e sem recurso a paraquedas ou outros sistemas auxiliares – um veículo espacial que vai trazer amostras de Marte e que é também o produto de um consórcio 100 por cento português liderado pela Corticeira Amorim, com a participação da Critical Materials, PIEP e ISQ, que promete tornar-se numa referência nas missões espaciais e que reúne o melhor da cortiça e da engenharia portuguesa.

De acordo com a Corticeira Amorim, este ano a comemoração das bodas de ouro será marcada pelo lançamento do maior e mais poderoso foguetão jamais construido pela NASA – um veículo espacial com capacidade para colocar astronautas em dois pontos do espaço: lua e Marte. Mais uma vez a cortiça vai ao espaço, “aplicada em componentes críticos para a segurança do vaivém – normalmente no cone e noutras partes dos foguetes de propulsão acoplados à nave. Qualquer erro pode ser fatal para o equipamento e para a tripulação, pelo que o grau de exigência relativamente à eficácia dos produtos comercializados pela TPS (Thermal Protection Systems) é máximo”, sublinha a Corticeira Amorim ao explicar o êxito da utilização da cortiça no espaço.


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“Os materiais de isolamento para a indústria aeroespacial, comercializados sob a marca TPS desempenham um importante papel no êxito do lançamento e funcionamento de todos os veículos espaciais, sejam tripulados ou não. Quando um foguetão ou uma nave espacial são projetados para o espaço, a sua estrutura é sujeita a temperaturas tão elevadas que corre o risco de ser carbonizada. O mesmo acontece no regresso à Terra, assim que a nave entra em contacto com a atmosfera terrestre. Os materiais TPS são pioneiros na proteção térmica de blindagens, graças a um composto de cortiça único, que tem resistido a décadas de viagens espaciais”, revela a Corticeira Amorim ao destacar que a cortiça “mantém o peso baixo, tem uma condutividade térmica reduzida e cria uma camada resistente que protege o interior do veículo aeroespacial, garantindo a sua integridade e retardando a degradação térmica”.

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