Mercado aposta na expansão de máquinas e implementos

Nos últimos anos, o mercado de máquinas agrícolas passou por uma constante expansão, e, de acordo com os números da Associação Nacional dos. Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos três primeiros meses de 2019, o mercado cresceu 23,5%.

Após um ano de expansão em 2018, com a nova planta industrial em São José do Inhacorá, no Noroeste gaúcho, a indústria de implementos agrícolas São José Industrial aposta na manutenção do crescimento do setor. "Este é um fato que vem se concretizando a cada ano. Produtores de todo o País vêm modernizando a sua estrutura e equipamentos a fim de criar mais dinâmica no seu dia a dia, agilizar o trabalho no campo e garantir maior produtividade", avalia o diretor de marketing da empresa, Daniel Ribeiro. 

Com sede em Saverne, na França, o Grupo Kuhn opera em nove unidades de produção situadas na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. No Rio Grande do Sul, conta com a sede em Passo Fundo, onde atua no setor de plantio, semeadoras e plantadoras desde 2005. Diante da expectativa de uma safra recorde, a empresa tem como meta um crescimento médio de 5% a 10% em 2019. "Estamos no processo de recuperação, após anos difíceis de 2015 a 2018, mas estamos investindo no aumento da nossa capacidade de produção e no desenvolvimento de novos produtos", disse o diretor comercial da Kuhn do Brasil, Robson Zofoli. 

Líder mundial na produção de máquinas agrícolas, a John Deere Brasil desenvolveu diversos lançamentos em máquinas agrícolas para este ano. Segundo o gerente de vendas da empresa, Eduardo Martini, houve, neste primeiro trimestre do ano, um crescimento de vendas de 57,6% em colheitadeiras e de 14,9% em tratores. Ambos os produtos são fabricados no Estado. "O Rio Grande do Sul é um dos estados agrícolas mais importantes para o País, sendo que o agricultor gaúcho está entre os que mais buscam tecnologia para produzir mais e melhor", disse ele. 


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O bom momento da agricultura, que prevê safra recorde de 238 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é apontado por representantes do setor como o principal motivo do aumento da comercialização de máquinas agrícolas. Recente pesquisa de hábitos do produtor rural, promovida pela Associação Brasileira De Marketing Rural e Agronegócio (Abmra), apontou que 34,14% dos produtores pretendem adquirir novos maquinários no próximo ano. A disputa comercial entre Estados Unidos e China também deve favorecer a exportação dos equipamentos produzidos no País.

A expectativa de crescimento no setor no Rio Grande do Sul em 2019 é de 11%, projetada principalmente pelo crescimento da tecnologia embarcada, que agrega produtividade e possibilita a compra de novas máquinas. "Neste primeiro trimestre de 2019, o setor cresceu 23,5%. A indústria está preparada para atender à demanda e busca investimentos cada vez maiores em novas tecnologias", garante o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier. 

Um dos indicativos em que o setor projeta venda melhores em 2019 é o nível de produção de novas máquinas. Para isso, no entanto, ele alerta que é necessário o aporte de recursos do Moderfrota, principal linha de financiamento para compra de tratores e colheitadeiras do País, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), a juros mais baixos. 




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