De energia à automação, empresas gaúchas rastreiam tendências em Hannover

Os cinco dias da Hannover Messe, considerada a maior mostra de tecnologia para a indústria no mundo, são um prato cheio para pequenas a grandes empresas que buscam inovação e estão atrás das tendências em seus segmentos.

Na comitiva gaúcha, com 15 empresas, entre pequenas operações e grandes companhias, a maior da representação com 30 operações do Brasil no evento este ano, a atenção vai das soluções em energia, principalmente as renováveis como solar e eólica, ao uso de dispositivos, como sensores, para automação nas linhas de produção. Mas tem quem vai com a 'mente aberta' para captar as novidades.

"A feira abre os horizontes", definiu, de forma simples mas provocativa, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry. O dirigente vê em Hannover o celeiro das mudanças que cada segmento vai experimentar nos próximos anos.  

Dono da Jardim Solar, com sede em Bagé e que atua com instalação de painéis fotovoltaicos, João Jardim diz que sua primeira vez m Hannover servirá para ampliar o conhecimento sobre energia solar e também éolica, dois barros das chamadas energias renováveis que ganham cada vez mais espaço no Brasil. "Aqui é onde surgem as novidades e soluções. Há muito para desenvolver e quero ver mais oportunidades", projeta Jardim, que trocou o varejo de telefonia para explorar o novo segmento. 


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"Entrei na 'bolha' (devido ao crescimento acelerado). Um dos mercados que atuamos 'com instalação em propriedades rurais, onde a fonte vira investimento", compara Jardim. A vantagem está na compensação, pois quem tem os painéis pode fornecer excedente ao sistema, abatido da conta de luz. Na feira alemã, o dono da Jardim Solar terá um banquete de possibilidades, pois um pavilhão é dedicado a tecnologias para produção energética.   

A diretora da Tromink Industrial de Panambi, no Planalto gaúcho, Giliane Brandt, foi a escolhida na empresa familiar para percorrer o que for possível entre os 20 pavilhões da feira. "Cheguei e disse que ia este ano", recorda ela. O pai e o marido foram em anos anteriores. Na estreia na cidade alemã, Giliane diz que "veio para abrir a cabeça para novas tendências", citando a necessidade de investir em automação, ainda muito incipiente na fábrica. 

A Tromink, com 350 funcionários e centro de distribuição, fabrica equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, além de componentes soldados para montadores de máquinas agrícolas. Mas a área de sacadores responde por 60% da receita, com maior mercado no Centro-Oeste do Brasil, onde a Tromink tem um centro de distribuição.

Diretor-executivo da Vibmaster, Victor Hugo Boniatti, atua com soluções para monitorar as condições de operações das máquinas nas linhas de produção, com uso de sensores e análise preditiva. A empresa de Boniatti, que atua nos três estados do Sul, está justamente no ramo que desponta nos processos de conexão e indústria 4.0. O diretor-executivo da Vibmaster vai prospectar novas soluções. Boniatti aponta que o alto custo ainda dos dispositivos é considerado uma barreira para expandir a aplicação, o que afeta indústrias de pequeno e médio porte.    

A comitiva na Hannover Messe liderada pela Fiergs e Sebrae-RS faz parte da ação da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela CNI, com apoio da ApexBrasil e Sebrae. Na edição de 2019, a feira de Hannover reúne 75 países, 6,5 mil expositores e tem como país parceiro a Suécia, que terá 160 expositores. A organização espera mais de 220 mil em cinco dias de visitação. 




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