Setor de linha branca, áudio/vídeo e portáteis prevê crescer entre 10% e 15% em 2019

A indústria brasileira de eletrodomésticos e eletroeletrônicos cresceu 14,6% no primeiro semestre de 2018 e deve encerrar o ano com índice menor, entre 5% e 8%, de acordo com José Jorge do Nascimento, presidente da Eletros – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos.

“Caminhávamos para a recuperação gradual, depois de amargarmos vários anos de resultados ruins. Mas com o efeito da greve dos caminhoneiros em maio, o tabelamento subsequente do frete, a alta de matérias-primas como aço e plástico, associada às incertezas do consumidor diante de um ambiente político e econômico instáveis, assistimos a uma queda nas vendas do setor, o que nos levou a rever para baixo o índice de fechamento do ano”.

Em 2018, houve destaque para vendas de televisores que, impulsionadas pela demanda gerada pela Copa do Mundo, registraram alta de 27% apenas nos primeiros seis meses do ano, com 6,42 milhões de aparelhos.

“É importante destacar que a indústria de eletrodomésticos e de eletroeletrônicos representa 3,34% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria. Nós, da Eletros, por meio de nossos 30 associados, empregamos 135 mil pessoas diretamente e indiretamente”. Neste ano, segundo estimativas do mercado, o PIB deve crescer ao redor de 1,5%.


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Para o ano que vem, conforme o presidente, o cenário deve apresentar-se bem mais positivo. Há o novo governo com definições de políticas econômicas voltadas à retomada do crescimento, uma estimativa de que o PIB cresça entre 2,5% e 3% e já há os mais otimistas falando em 3,5%. “Achamos que tudo irá depender ainda de alguns fatores, como a aprovação das reformas e a própria condução da economia, mas estamos otimistas”.

Segundo José Jorge do Nascimento, o setor espera o fim do tabelamento do frete e redução no valor de matérias-primas, o que irá favorecer os preços finais e aumento na produção. “Dependendo, portanto, dessas variáveis, acreditamos que seja possível fechar 2019 com algo entre 10% e 15% de crescimento, o que permitirá reduzir os níveis de ociosidade e retomar a contratação de mão de obra”.




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