Indústria prevê mais investimentos em 2018

A maioria (81%) das empresas industriais do País planeja investir neste ano, segundo a pesquisa Investimentos na Indústria, divulgada semana passada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A intenção de investimento em 2018 é 14 pontos porcentuais superior à do ano passado, e é a maior desde 2014. As empresas investirão em melhoria do processo produtivo (29%), aumento da capacidade da linha atual (27%) e lançamento de novos produtos (19%).

PIB paulista em alta

O Produto Interno Bruto do Estado de São Paulo apresentou crescimento de 2,3% nos 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2018. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017 e o acumulado ao longo do ano, o PIB paulista ampliou-se em 2,4%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o valor adicionado elevou-se em 2,1% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios registraram crescimento de 3,3%. O resultado apresentado pelo valor adicionado, nesse tipo de comparação, deveu-se ao desempenho positivo dos serviços (2%), da indústria (2,4%) e da agropecuária (2,3%). No caso da indústria, tiveram bons desempenhos a indústria de transformação (3,9%) e a extrativa mineral (7,9%), enquanto a construção civil permanece com retração (-2,8%). As informações são da Fundação Seade.

Rumo a São Pedro

A Suporte Sondagens e Investigações iniciou a transferência de suas operações da Capital paulista para o município de São Pedro, próximo a Piracicaba. O objetivo é ampliar as atividades de monitoramento, sondagem, ensaios de laboratório e controle tecnológico do solo que a empresa realiza para diversos setores. A ideia da empresa é tornar-se, a longo prazo, o maior laboratório geotécnico do Brasil. Entre obras e equipamentos, a Suporte vai investir R$ 1,4 milhão e contratar uma equipe de engenheiros, geólogos e técnicos especializados que trabalharão em sondagens, estudos geotécnicos e controle tecnológico de obras. O objetivo é atender construtoras, projetistas, concessionárias e órgãos públicos.


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Gigante em Jundiaí

A Omron Healthcare, grupo japonês do ramo de dispositivos e equipamentos de cuidados para a Saúde, acaba de anunciar a construção de sua terceira fábrica no Brasil. A unidade será instalada em Jundiaí. O anúncio foi realizado pela empresa em cerimônia semana passada. A nova fábrica deve começar a operar no fim de 2019 e será construída em um terreno de 22 mil metros quadrados, sendo a metade de área construída. A nova unidade passa a ser a de maior capacidade produtiva no País, o dobro da unidade da Capital. A Omron focará a produção especialmente no tens, um produto destinado para a fisioterapia doméstica e para o tratamento de dores na coluna, artrose ou artrite. A expectativa da empresa é de dar um salto de produção de 1,2 milhão de unidades ao ano para 5,4 milhões até 2022.

Biotecnologia no Interior

A empresa norte-americana de biotecnologia Amyris, que produz a molécula esqualano, substância cosmética para a hidratação da pele obtida a partir da cana-de-açúcar, anunciou investimentos para construir duas fábricas no Interior paulista, e dessa forma ampliar a oferta da matéria-prima usada no segmento de estética e beleza. A primeira delas será em Brotas, na região central do Estado, em parceria com a Raízen, onde serão investidos US$ 70 milhões, com previsão de ficar pronta em 2019. Em 2020, será a vez da unidade de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, o que implicará em mais US$ 75 milhões. Ambas terão capacidade para produzir 9 milhões de toneladas por ano. A empresa já produz o esqualano a partir do farneseno, uma molécula de hidrocarboneto extraída da cana, em Campinas

No Vale

A Avibras Indústria Aeroespacial vai investir R$ 72 milhões na sua planta de Lorena, na região de São José dos Campos, na construção de nova fábrica para produção de PBHT, insumo fundamental na produção de combustível sólido, segundo o jornal O Vale, da Rede APJ. Essa capacitação é imprescindível para os foguetes do novo Programa Espacial Brasileiro. Com início das operações previsto para o fim de 2019, a fábrica estará capacitada para produzir até 2.000 toneladas por ano. A Avibras participa do Programa Espacial Brasileiro desde a década de 1960, quando fabricou os primeiros foguetes Sonda e Sonda 2. Nos últimos anos a Avibras fabricou mais de 500 foguetes de treinamento para serem lançados do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Atualmente participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do VLM-1 (Veículo Lançador de Microssatélites), contratada pela Funcate (Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais) e IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da Agência. 




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