Com investimentos de até R$ 250 milhões, Puma terá fábrica em Botucatu-SP

De acordo com a empresa, serão gerados inicialmente 150 empregos diretos e 500 postos de trabalho quando a operação estiver completa.

A Puma Automóveis anunciou que sua fábrica ficará em Botucatu, interior de São Paulo. A planta de produção da marca brasileira ocupará uma área cuja parte construída inicialmente será de 3 mil m2, mas o projeto prevê ampliação para 23 mil m2. De acordo com a empresa, serão gerados inicialmente 150 empregos diretos e 500 postos de trabalho quando a operação estiver completa, quando a marca pretende estar produzindo 10.000 carros por ano.

“Nossa equipe de técnicos especializados irá capacitar os funcionários contratados na cidade. Queremos crescer junto com Botucatu”, diz Luiz Carlos Gasparini Alves da Costa, presidente da Puma Automóveis. O investimento inicial será de R$ 50 milhões, mas a planta paulista receberá mais dinheiro até R$ 250 milhões quando o projeto estiver concluído.


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As obras de construção começarão em 2019 e Gasparini diz que a ideia é que a planta de Botucatu se torne um polo exportador de tecnologia. A Puma não pretende apenas produzir automóveis no local. Segundo a empresa, serão feitos outros produtos com a famosa marca brasileira, sendo eles bicicletas, motocicletas, quadriciclos e barcos.

O protocolo de intenções foi assinado com o prefeito Mario Pardini. A administração municipal espera o projeto definitivo da fábrica em cinco meses. Com isso, Botucatu passa a ter mais uma empresa do setor automotivo em seu território. A cidade paulista é conhecida por abrigar as encarroçadoras de ônibus Induscar-Caio e a espanhola Irizar.

Anteriormente, o projeto da fábrica da Puma estava intimamente ligado com a cidade de Agudos, há alguns quilômetros de Botucatu pela rodovia Marechal Rondon (SP-300). A localidade tinha uma área de 50 hectares, onde se pretendia construir até um autódromo. Lá, o investimento seria menor: R$ 20 milhões, mas se previa gerar mil empregos diretos e indiretos na região. Pelo que se pode notar, o projeto da Puma foi ampliado e novos segmentos de mercado serão atingidos pela empresa nacional.

O nome Puma é muito forte no mercado brasileiro. A empresa que surgir em 1964 com o esportivo criado por Genaro “Rino” Malzoni, evoluiu para uma empresa que criou icônicos carros esportivos, entre eles os Puma GTB e GTS, este último muito cultuado entre os entusiastas brasileiros e até estrangeiros. A Puma chegou a fazer caminhões leves.

Após muitos anos ausente do mercado, agora a marca brasileira parece voltar com a força que muitos esperam dela. O projeto atual é chamado GT Lumimari, um cupê esportivo inspirado no clássico GT de 1974, tendo também carroceria em fibra de vidro com reforços em fibra de carbono, além de chassi tubular de aço, motor GM com 180 cavalos e 25 kgfm, suspensão com duplo A e pinças de freio de quatro pistões.

O bólido terá pneus Pirelli P Zero e rodas de liga leve aro 17 polegadas. O preço é de R$ 150 mil parcelados em 15 vezes de R$ 10 mil, mas apenas 10 exemplares serão feitos inicialmente. Sem dúvidas, um preço interessante para entusiastas. Obviamente, o GT Lumimari é apenas o carro de imagem inicial da Puma, que deve oferecer um modelo de produção com muitas mudanças para ter um volume expressivo, como a empresa divulgou. E o que esperar da Puma Automóveis daqui para frente?

Cupê esportivo é interessante, mas é nicho. O volume pretendido de 10 mil carros por ano é bem animador, se pelo menos 90% ou mais da produção for direcionada ao mercado internacional. Nesse ponto, a ideia de tornar Botucatu um polo exportador é muito boa. Por ora, não sabemos quais modelos de motos serão feitas e nem se haverá outros modelos de carro associados ao GT Lumimari, como o Puma 52, desenvolvido para as pistas.




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