Impressão 3D volumétrica produz peça inteira em 10 segundos

Embora a manufatura aditiva, mais conhecida como impressão 3D, esteja permitindo criar peças com designs nunca antes possíveis, o impacto da tecnologia tem sido limitado pela característica impressão em camadas, que pode levar horas ou dias para produzir peças tridimensionais, dependendo da complexidade.

Projetada a laser no interior da resina, como se fosse um holograma - Impressão 3D volumétrica.
A peça é projetada a laser no interior da resina, como se fosse um holograma.
[Imagem: Maxim Shusteff/LLNL]

Essa limitação agora começou a ser derrubada graças a uma técnica de impressão 3D que usa imagens projetadas a laser como se fossem hologramas.

A resina que será usada para fazer a peça fica em estado líquido dentro de um vidro transparente. Então, três feixes de laser cruzam-se no interior da resina, definindo a geometria do objeto a ser fabricado. Onde os lasers se cruzam a luz atinge uma intensidade suficiente para que a resina se cure, o que leva cerca de 10 segundos.


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A seguir, basta esgotar o restante da resina líquida, e a peça pronta pode ser retirada do interior do recipiente de vidro. Está finalizado o processo, que Maxim Shusteff, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, chama de "impressão 3D volumétrica".

"Esta pode ser a única maneira de fazer manufatura aditiva sem precisar de camadas," disse Shusteff. "Se você conseguir fugir das camadas, você tem a chance de se livrar das cristas e de propriedades direcionais. Como todas as características dentro das peças são formadas ao mesmo tempo, elas não têm problemas de superfície."

Formas geométricas vazadas produzidas com a nova técnica - Impressão 3D volumétrica.
Dezenas de formas geométricas vazadas produzidas com a nova técnica.
[Imagem: Maxim Shusteff/LLNL]

O próximo passo da equipe será tentar fabricar peças maiores e mais complexas. O inconveniente da técnica é que o material a ser usado na fabricação das peças precisa ser transparente ao comprimento de onda dos lasers utilizados.

Bibliografia do estudo aqui.




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