Indústrias gastam R$400 mi ao ano com passivos ambientais

Fonte: Retoque Jornalismo

As empresas brasileiras gastam mais de R$ 400 milhões por ano com a correção de seus passivos ambientais, apenas com serviços especializados, sem incluir custos internos, multas, indenizações e despesas judiciais. A estimativa é da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), após levantamento feito entre as 100 maiores unidades privadas de disposição de resíduos no País em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC).

"Tais cifras ressaltam a importância de manter nos primeiros níveis hierárquicos as decisões estratégicas em gestão ambiental, como escolha de tecnologia e seleção de fornecedores qualificados", ressalta Diógenes Del Bel, presidente da Abetre.

Segundo Del Bel, o resíduo industrial tem "impressão digital", ou seja, é relativamente fácil identificar a origem e as responsabilidades rastreando o percurso inverso, desde a destinação inadequada ou clandestina até o gerador. "Por isso, os passivos ambientais tornaram-se uma preocupação crescente entre empresários, dirigentes e acionistas. A exemplo de outros países, a questão já ultrapassou as fronteiras do setor industrial e hoje vem ocupando espaço na agenda dos setores financeiro, imobiliário, de seguros e outros", ressalta.

Sobre a Abetre

A Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos Industriais (Abetre), fundada em 1997, reúne hoje as principais empresas do setor, com 31 unidades operacionais, todas devidamente licenciadas e com atuação pautada pelo estrito cumprimento da legislação e pelas práticas ambientalmente mais adequadas. Representa 75% do mercado de tratamento de resíduos fabris. Congrega empresas especializadas em tecnologias como disposição em aterro, co-processamento e incineração.

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