Indústria cresce na maioria dos setores, aponta sondagem da CNI

Fonte: Confederação Nacional da Indústria - 26/07/07
   
A atividade industrial alcançou no segundo trimestre de 2007 o maior índice nos últimos dois anos, segundo a Sondagem Industrial divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília. O indicador chegou a 56,2 pontos, 5,1 pontos acima do trimestre anterior e 7,2 pontos a mais do que em igual período do ano passado. A pesquisa foi realizada entre 29 de junho e 18 de julho, com 258 grandes empresas, 507 médias e 949 empresas de pequeno porte.

Uma tendência importante verificada pela atual sondagem é a disseminação da recuperação da indústria entre os setores de atividade. Diferentemente do ocorrido nos dois últimos anos, o crescimento da indústria alcança a maior parte dos setores. Dos 27 segmentos industriais pesquisados, 21 apresentaram valores acima de 50 pontos no índice de produção, o que
significa, segundo a construção do indicador, crescimento. No segundo trimestre do ano passado, 8 setores da indústria apenas tinham índice de produção acima dos 50 pontos.

Os setores com os maiores índices de evolução da produção no segundo trimestre deste ano foram álcool (71,4 pontos), refino de petróleo (68,8 pontos) e veículos automotores (64,4 pontos). No sentido oposto, dos cinco setores que registraram queda na produção, os movimentos mais acentuados vieram de calçados (44,6 pontos), madeira (45,5 pontos) e couros e artefatos (45,8 pontos). O setor de móveis foi o único que registrou estabilidade da produção.

As grandes empresas continuam puxando a recuperação da atividade industrial, com índice de evolução da produção em 58,3 pontos. Porém, as médias e pequenas empresas também registram melhora significativa nos indicadores de evolução da produção (56,9 pontos e 52,6 pontos, respectivamente).

Em termos de comparação, o índice de evolução da produção por porte de empresa no segundo trimestre de 2006 foi de 44,6 pontos para as pequenas - indicando sensível retração da produção -, 49,3 pontos para as médias e 52,1 pontos no caso das grandes empresas.

Emprego


O emprego industrial se expandiu no segundo trimestre deste ano: o índice de evolução do número de empregados foi de 52,6 pontos. Esse é o maior índice em dois anos. A recuperação da ocupação teve maior intensidade nas grandes (53,5 pontos) e médias (53,1 pontos) empresas, enquanto nas empresas de pequeno porte o número de empregados se manteve estável (50,8 pontos).

O índice de expectativas com relação ao número de empregados revela um bom momento do emprego industrial. É o segundo trimestre consecutivo de expectativa de aumento do número de empregados. O índice passou de 52,4 para 53,2 pontos, o que aponta para um aumento no ritmo de crescimento das contratações líquidas. Ressalte-se ainda que a expectativa de crescimento do emprego industrial do primeiro trimestre se concretizou (como demonstrado pelo índice de evolução de emprego no trimestre), de forma que a expectativa de crescimento do emprego se dará sobre uma base maior de número de empregados.

Os indicadores de expectativas para os próximos seis meses revelaram que o otimismo registrado no primeiro trimestre se mantém. Com exceção das vendas externas, as expectativas são positivas, com os empresários esperando crescimento das vendas e prevendo aumento nas compras de matérias-primas e na contratação de trabalhadores. É cada vez mais clara a percepção de que este otimismo se deve às expectativas de evolução da demanda do mercado doméstico, uma vez que o indicador de expectativas de exportação sugere queda nos próximos seis meses.

O índice de expectativa de evolução da demanda nos próximos seis meses registrou expectativas otimistas. O índice do segundo trimestre manteve-se constante na comparação com o primeiro trimestre (60,7 pontos, ante 60,6 pontos do primeiro trimestre) e bem acima da linha divisória entre perspectivas de aumento e de queda da demanda. Embora a avaliação otimista continue a ser compartilhada por todos os portes da indústria, as médias empresas registraram recuo em seu indicador (queda de 1,2 ponto, para 60,4 pontos), enquanto os indicadores de pequenas e grandes empresas registraram crescimento (para 59,4 e 62 pontos, respectivamente).
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