Apoiado pela Omega, Instituto Terra vai recuperar 1 mil nascentes do Rio Doce até 2017

Um ano após tragédia de Mariana, parceria restaurou centenas de cursos d´água.


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A parceria entre o Instituto Terra e a Omega trabalha para recuperar 1080 nascentes do Vale do Rio Doce até 2017 e, assim, contribuir com o regeneração da bacia tão afetada há um ano pela tragédia de Mariana.

A utilização dos equipamentos da empresa no Projeto Olhos D´Água começou em agosto do ano passado, antes do catástrofe ambiental, e já apoiou a recuperação de centenas de cursos d´água.

“Os equipamentos de medição de vazão, condutividade elétrica e turbidez avaliam o volume e a qualidade da água. A recuperação das nascentes beneficia produtores, moradores e toda a natureza da região”, comenta a Assistente de Meio Ambiente do Instituto Terra, Elisângela Ferreira da Silva.

O resultado do trabalho já pode ser observado em micro-regiões do médio Rio Doce, mas o impacto ambiental e social provocado pelo rompimento das barragens de lama tóxica levará muitas décadas para ser superado.

“A contaminação assentou-se no fundo do Rio Doce. Com a recuperação das nascentes e o aumento da vazão de água, a gente contribui para a restauração. Mas, esta é uma parte pequena do que será preciso para recuperar os mesmos níveis de vida de antes da tragédia”, completa.


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O Instituto Terra visa justamente isso por meio da recuperação e proteção 375 mil nascentes no Vale do Rio Doce nos próximos 20 anos por meio do Programa Olhos D´Água, premiado pela ONU.

Os equipamentos cedidos pela Omega atuam em duas frentes. A primeira é a medição da vazão e da qualidade da água dos afluentes do Rio Doce e a segunda visa elevar a produtividade do viveiro de mudas de espécies nativas, necessárias para o reflorestamento de milhares de hectares. 

“O Instituto Terra fornece os insumos para o reflorestamento e os produtores rurais a mão de obra. A recuperação de cada nascente demanda o replantio de cerca de 50 metros de raio. Já temos contratada a recuperação de 1,4 mil hectares de Mata Atlântica”, explica o Supervisor de Meio Ambiente do Instituto, Jaeder Lopes.

Segundo Jaeder, com os equipamentos da Omega, o projeto ganha em tempo, precisão e eficiência e, assim, a recuperação fica mais rápida e mais barata. “Nos viveiros, vamos controlar a temperatura, a umidade do ar e a vazão de água, que são pontos críticos para produção de mudas”, acrescenta.

Os parâmetros ambientais são medidos no início de cada etapa e dois anos depois para avaliar a evolução das nascentes, que terminam por alimentar o Rio Doce, bem como da fauna e da flora da Mata Atlântica na região.




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