Na crise, Librelato projeta crescimento

Empresa entra em novos segmentos e espera alta de 28% no faturamento.

A fabricante de implementos rodoviários Librelato sustenta boas expectativas mesmo na crise. A empresa trabalha com a projeção de que o faturamento cresça expressivos 28% em 2016 na comparação com o ano anterior, para R$ 400 milhões. O aumento é fruto da entrada da companhia em novos segmentos, com a oferta de furgões leves, linha de equipamentos em alumínio, além de modelos voltados à entrega de bebidas, segmento em que a empresa não atuava. 

A aposta é grande, com investimento de R$ 3,5 milhões da Librelato nos novos produtos. O objetivo é garantir aumento de participação, mantendo a fatia de 13% do mercado conquistada no primeiro semestre deste ano contra o market share de 11% alcançado em 2015. A alta acontece mesmo com o mercado em queda. “As vendas de implementos da linha pesada devem cair para cerca de 25 mil unidades este ano”, estima José Carlos Sprícigo, CEO da companhia. 

O executivo afirma que a empresa teve um bom primeiro semestre, com vendas de unidades encomendadas anteriormente e até contratos que começaram a ser negociados na Fenatran, no fim do ano passado. “A segunda metade do ano é mais difícil de prever, com a indefinição do impeachment e os Jogos Olímpicos”, reconhece, sem otimismo para os próximos meses. Ele espera fechar o ano com produção de cerca de 5 mil implementos, volume superior aos 3,8 mil equipamentos feitos no ano passado. 


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As fábricas da Librelato, em Iraça e em Orleans, ambas no Estado de Santa Catarina, operam com baixo uso da capacidade produtiva, apesar do volume de negócios superior ao do mercado em geral. Sprícigo estima que a ocupação não passe de 50%. As exportações podem ajudar a empresa a melhorar este índice no segundo semestre. As vendas a outros países foram responsáveis por 6% das receitas operacionais na primeira metade do ano. Agora a companhia pretende aumentar este volume para 9%.




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