Estatais chinesas vão cortar capacidade de produção de aço e carvão

Produção será cortada em 10%, afirma governo chinês

Empresas controladas pelo governo central da China vão cortar capacidade de produção de aço em 10% entre 2016 e 2017, afirmou o gabinete do país nesta quarta-feira. A capacidade de produção de carvão será também reduzida em 10% nestas empresas durante o mesmo período.

A China também vai implementar medidas para ampliar a eficiência de empresas estatais, afirmou o governo do país em comunicado.

Política de restituição de imposto em exportações

A China vai manter a política de restituição de imposto em exportações de aço como parte dos esforços para ajudar o setor a lidar com problemas de excesso de capacidade produtiva, afirmou o Ministério das Finanças do país nesta quarta-feira. As siderúrgicas chinesas dependem do mercado externo para absorver o excesso de produção no setor, o que tem disparado reclamações comerciais de competidores do país.

O ministério afirmou em comunicado que também manterá uma tarifa baixa de imposto sobre carvão para apoiar nos esforços de reestruturação do setor. A pasta também afirmou que a China usará políticas tributárias favoráveis para apoiar fusões, reestruturações de dívida e recuperações judiciais nos setores de siderurgia e carvão, que estão passando por campanha de fechamento de excesso de capacidade.

Enquanto isso, o Ministério do Comércio da China afirmou que os Estados Unidos têm utilizado "métodos injustos" na investigação antidumping contra produtos siderúrgicos do país laminados a frio e deve retificar seus erros o mais breve possível.

Os EUA decidiram na terça-feira pela imposição de tarifas de mais de 500% sobre aço laminado a frio da China, produto usado amplamente na produção de veículos, eletrodomésticos e na construção. A China manifestou "forte insatisfação" com a decisão, afirmou o Ministério do Comércio.

"Os EUA adotaram muitos métodos injustos durante a investigação sobre produtos chineses, incluindo a recusa de conceder às estatais chinesas uma tarifa diferenciada", disse o ministério. "A China insiste que os EUA obedeçam estritamente as regras da Organização Mundial do Comércio e retifiquem seus métodos equivocados o mais breve possível."

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