Economistas veem juros e inflação menores em 2016 e 2017

Especialistas confirmaram a expectativa de manter a Selic em 14,25%

Os economistas de instituições financeiras reduziram suas projeções para a inflação e para os juros básicos para o final de 2016 e 2017, e confirmaram a perspectiva de que a Selic será mantida em 14,25% esta semana. Segundo a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a estimativa para a alta do IPCA no final deste ano caiu pela sétima vez seguida, em 0,1 ponto percentual, a 6,98%.

Ainda assim, segue acima do teto da meta do governo, de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais.Para 2017 também houve novo alívio na expectativa, com a mediana mostrando avanço de 5,80% no IPCA, contra 5,93% antes, abaixo do teto da meta, que para o ano que vem também é de 4,5%, porém com tolerância de 1,5 ponto.

Em abril, o IPCA-15 voltou a acelerar e subiu 0,51%, mas em 12 meses foi a 9,34%, contra 9,95% no mês anterior. Com a recessão econômica ajudando a abrandar a inflação, a perspectiva para a taxa básica de juros no final deste ano foi a 13,25%, sobre 13,38% ao ano na mediana das projeções do levantamento anterior.

A pesquisa junto a uma centena de economistas mostrou ainda que na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a expectativa é de que a Selic seja mantida no patamar atual de 14,25%, mesma projeção do Top 5, grupo que mais acerta as projeções.

Em relação a 2017 também houve redução na estimativa para a taxa de juros, 12%, contra 12,25% antes. O Top-5 calcula a taxa básica de juros a 13,38% em 2016 e 12,25% no final do ano que vem, sem alterações sobre a semana anterior.

Para a economia este ano, as contas continuaram piorando. A projeção para a contração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 chegou a 3,88%, sobre queda de 3,80% antes. Para 2017, por outro lado, houve melhora, para crescimento de 0,30%, contra 0,20% até então.

Em fevereiro, o BC apontou que a atividade econômica brasileira seguiu no vermelho, com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), recuando 0,29% na comparação com janeiro, em dados dessazonalizados.

 

 

 

 

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