Wheaton amplia sua capaciade de produção em São Bernardo

Fonte: Diário Online - 13/07/07

Fabricante de embalagens de vidro para empresas cosméticas do porte de O Boticário, Natura e Avon, a Wheaton, de São Bernardo, investe no aumento de sua produção.

A empresa acaba de ampliar em 15% sua capacidade instalada, ao gastar cerca de R$ 4 milhões para a operação de um forno – com a contratação de 100 funcionários – e tem projeto para aplicar mais R$ 10 milhões na reforma de outro equipamento desse tipo.

Também está na mira a construção de um novo CD (Centro de Distribuição) e a montagem de outro forno para atender à demanda do mercado internacional.

O projeto do CD pode ser feito em São Bernardo, mas a Wheaton atrasou um pouco os planos, no aguardo de uma melhora no quadro cambial e também para avaliar oportunidades. A empresa estuda receber benefícios fiscais originados da lei de Incentivos Seletivos, do município.

Exportações


Com a ampliação que já foi realizada, a Wheaton passou a ter um quadro de 2,6 mil empregos diretos e a processar atualmente 300 toneladas por dia de vidro, com uma produção de 900 milhões de frascos anualmente.

Um dos focos principais dos investimentos são as exportações. A empresa direciona 50% do que produz para o exterior e vê potencial para crescer lá fora, apesar do câmbio desvantajoso. O real forte reduz a rentabilidade com as encomendas para outros países.

“Fizemos um trabalho intenso para alcançar o mercado externo. Atualmente não ganhamos dinheiro com isso, mas temos de nos adequar”, afirmou o diretor comercial, Renato Massara.

A fabricante, que já recebeu diversos prêmios da indústria cosmética no País, foi a única empresa brasileira a participar neste ano da feira Luxe Pack New York, voltada para o segmento.

Segundo Massara, há boa aceitação à qualidade da embalagem produzida, o que permite sonhar com a ampliação nas vendas externas. De 12% do faturamento obtido com exportações, a meta é chegar a 20% .

Os resultados totais da companhia também vêm em alta. No primeiro semestre, ficaram 15% maiores em comparação com o mesmo período de 2006 e a meta é fechar o ano com faturamento 20% maior. “O nosso forte é o segundo semestre”, disse o executivo.
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