Abimaq: corte de R$ 30,5 bilhões no PSI vai na contramão do que o País precisa

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, lamentou nesta quarta-feira (28), a decisão do governo de reduzir em R$ 30,5 bilhões o limite de empréstimos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Finep, agência de fomento à inovação, poderão fazer por meio do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) até o fim do ano. "Isso vai na contramão do que o País precisa, que são mais investimentos", disse.

"O ministro Joaquim Levy (da Fazenda) disse que isso foi feito para ajudar no ajuste fiscal, mas na verdade ele está dando o remédio que vai acabar de matar o doente", afirmou, referindo-se à recessão econômica. "Essa decisão praticamente extingue o PSI, que é uma das únicas alavancas de investimento no Brasil. E nós deveríamos estar investindo mais que nossos parceiros comerciais, para diminuir o 'gap' de competitividade que existe", declarou.

Pastoriza não soube precisar qual deverá ser o impacto do corte do PSI no faturamento, mas disse que as pequenas e médias empresas serão as mais afetadas, pois "são as que mais precisam". O empresário afirmou também que a participação do programa no faturamento vem caindo ao longo de 2015. Segundo ele, a participação do PSI no faturamento chegou a um pico de 30% e, hoje, deve estar em torno de 25%.

Em relação ao câmbio, Pastoriza disse que a desvalorização do real só deve gerar benefícios para o setor no ano que vem, com um aumento das exportações. "Se o câmbio se mantiver nos níveis atuais, sentiremos os efeitos em 2016", afirmou. De acordo com relatório mensal da Abimaq sobre os números do setor em setembro, o real começou a ser competitivo para o setor no comércio internacional a partir de agosto.




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