Mercado saturado em São Paulo atrai empresas alemãs para feira regional

Com suporte do governo da Bavaria, estado alemão, empresários escolheram a Intermach para estrear em eventos do setor no País.

Com incentivo do governo alemão, oito empresas da Bavaria, maior estado da Alemanha, participaram da 10ª edição da Intermach. Pela primeira vez em Santa Catarina, os estrangeiros se sentiram a vontade com a recepção dos nativos da cidade de Joinville e mostraram acreditar na indústria local.

Segundo o gerente da Nürnberg Messe – empresa que organizou a viagem do grupo alemão para o evento – Michael Frisch, as oito empresas presentes buscam expandir seus negócios para fora do País. O grupo foi patrocinado pelo Ministério de Assuntos Econômicos, Meios de Comunicação, Energia e Tecnologia da Bavaria (Bavarian Ministry of Economic Affairs and Media Energy and Technology), em cooperação com a Bayern International, empresa especializada em negócios e exportação.

Estandes do grupo alemão da Bavaria, na Intermach 2015.
Imagem: Karina Pizzini/ CIMM

“As empresas de lá querem levar a tecnologia alemã para fora do País, querem explorar outros mercados para futuramente produzir aqui, como fez a BMW”, comenta Frisch. Com todo o aporte governamental, o grupo escolheu a Intermach para estrear sua participação em eventos do setor no País. 


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“Este é um mercado em expansão [...]. E a feira que mais combinou com a proposta do grupo foi a Intermach”, diz. Entre as razões que os fizeram optar pelo Estado dentre outros polos industriais está a colonização germânica. “O povo local é simpático à tecnologia alemã. Além do potencial industrial, do qual São Paulo já está saturado”, comenta. 

Para Frisch, além da receptividade, Santa Catarina é um mercado relativamente novo e de grande potencial. “Para fazer uma feira fora de São Paulo você tem que procurar uma região específica [que atenda as suas necessidades]”, finaliza. 

A VDMA – federação das empresas de engenharia da Alemanha, o equivalente à Abimaq no Brasil – também cooperou com a vinda das empresas. O representante da associação alemã, Wolfgang Lott, acredita que o Brasil sempre será um mercado em potencial. “Você pode ver pelas companhias que já investem aqui”, diz. 

Lott conta que conheceram unidades fabris no estado catarinense com grande potencial competitivo e de alta tecnologia, “que não ficam para trás de empresas de outros países”. Porém, o executivo entende que para se ter sucesso no Brasil é necessário investir em produção local. Os impostos sobre a importação de máquinas dificultam o sucesso das empresas estrangeiras no Brasil. “É difícil exportar para cá”, salienta.

“Elas [empresas estrangeiras] precisam fazer parte da economia local mesmo que esteja lenta agora, afinal é um mercado flutuante e isso não está acontecendo só no Brasil”, lembra Lott. O diretor da VDMA acredita que as exportações da Alemanha para o Brasil tenham voltado a um patamar estável, após queda nos últimos dois anos.




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