Gerdau anuncia reestruturação de negócios nas Américas

Segundo a siderúrgica, ações são necessárias diante do atual cenário de 'grande competitividade'.

A Gerdau anunciou nesta terça-feira (14) a simplificação de processos e da estrutura societária, como parte, segundo fato relevante da companhia, "das ações necessárias para adequação ao cenário atual de grande competitividade".

Entre as iniciativas, a Gerdau redefiniu as operações de negócios, com o objetivo, segundo a empresa, de obter maiores sinergias estratégicas e operacionais no atendimento aos mercados da América do Sul, da América do Norte e do Brasil. A Operação de Negócio América do Norte será composta também pelas operações no México e as joint ventures na República Dominicana, Guatemala e México, além da unidade de aços longos no Canadá e Estados Unidos.

Foi criada também a Operação de Negócios América do Sul, integrada pelas operações de aços longos da Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e Uruguai.

Outra mudança ocorre na Operação de Negócio Brasil, que passará a integrar as operações de minério de ferro, além das atuais unidades de aços longos e planos no Brasil e de carvão e coque metalúrgico na Colômbia. Já a Operação de Negócio Aços Especiais fica inalterada, com aços especiais do Brasil, Espanha, Estados Unidos e Índia. As mudanças serão apresentadas a partir da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2015.

No que se refere às participações societárias em controladas, a Gerdau comunica a compra de participações minoritárias, no valor total de R$ 1,986 bilhão, que permitirão a companhia a deter mais de 99% do capital social.

Na Gerdau Aços Longos, a companhia adquiriu 4,77% (9.569.182 ações); na Gerdau Açominas a compra foi de 3,50% (8.805.460 ações); na Gerdau Aços Especiais adquiriu 2,39% (8.805.460 ações); e na Gerdau América Latina Participações a compra atingiu 4,90% (8.805.460 ações).


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As aquisições, segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) visa à possível transformação dessas companhias, no futuro, em subsidiárias integrais e/ou sua incorporação; a consolidar o recebimento de dividendos; e a proporcionar a maior facilidade de acesso ao mercado de capitais.

O valor, segundo o fato relevante, será pago com parcela à vista de R$ 339 milhões, com recursos imediatamente disponíveis, mais cessão e transferência de 30 milhões de ações preferenciais, mantidas em tesouraria, no valor de R$ 206 milhões.

O pagamento inclui ainda uma permuta de cota de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP Barzel), cuja carteira detém direitos creditórios decorrentes de ações judiciais devidas pela Eletrobras, em razão do empréstimo compulsório recolhido entre os anos de 1977 a 1993 dos consumidores industriais de energia elétrica, subscrita pela companhia e integralizada, livre e desembaraçada de qualquer ônus ou gravame, pelo valor de R$ 802 milhões. A cessão desses direitos creditórios do FIDC, assim como a permuta da parcela, já foi aprovada pelo conselho de administração.

Por último, haverão pagamentos parcelados com vencimentos em 2016, 2017, 2019, 2021 e 2022, no valor total de R$ 639 milhões.

Incorporação

Também como etapa do processo de mudança da estrutura societária, o conselho de administração da Gerdau e da Seiva autorizaram suas diretorias a avaliarem alternativas para a incorporação da Seiva Florestas e Indústria, Gerdau América Latina Participações e Itaguaí durante o segundo semestre de 2015. 




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