Crise atinge indústria naval no Rio após escândalos da Petrobras

Sindicato diz que mais de 3 mil trabalhadores perderam seus empregos.

Com as denúncias de corrupção em empresas envolvidas nos escândalos da Petrobras, o setor da indústria naval vive um momento de demissões. Quase 3 mil trabalhadores perderam os empregos, como mostrou o RJTV. No sindicato dos metalúrgicos é grande o movimento de trabalhadores para homologar demissões.

O sindicato diz que de novembro pra cá houve cerca de 4 mil demissões, e mais de 70% delas na indústria naval. Uma consequência da crise gerada com a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras e em contratos com grandes construtoras.

“Para nós, o grande problema é a descontinuidade de alguns projetos e o fato também da Petrobras ter colocado o pé no freio, ter atrasado algumas faturas pra alguns estaleiros. Isso tem gerado um grande número de demissões”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Alex Santos.

Um telespectador enviou pelo whatsapp do RJTV Imagens que mostram muitos trabalhadores que eram do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro à procura de um emprego em Itaboraí. “O desespero do pessoal do Comperj, desempregado, quem sofre é o pai de família. Olha aí como tá Itaboraí de gente desempregada. Está difícil”, diz o autor do vídeo.

A Federação das Indústrias do Rio (Firjan) analisou o impacto da crise e divulgou um estudo que apontou ameaça de paralisação de obras de infra-estrutura e no setor de petróleo e gás. Investimentos que no estado somam R$ 105 bilhões.

A Firjan pesquisou no Ministério do Trabalho o número de demissões especificamente no setor naval. No rio, 1252 trabalhadores perderam seus empregos. E a preocupação é de como frear a crise e evitar um desemprego ainda maior.

“Nós temos que descobrir uma fórmula, a porta de saída que permita novamente punindo os culpados, punindo os corruptores e as empresas corruptas. Como é que nós podemos destravar o ambiente econômico? Como é que nós podemos salvar os empregos dos engenheiros, dos eletricistas, dos trabalhadores, e nós estamos falando de milhões de empregos”, disse o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

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