Astec investe R$ 60 milhões em Vespasiano, MG

Área de 59 mil m² é para fazer máquinas a partir de R$ 200 mil e até usinas.

Extensão territorial, população e um Produto Interno Bruto (PIB) entre os dez maiores do mundo. Com essas três características essenciais, esse é o Brasil que o Grupo Astec viu em 2010 – e continua vendo – para crescer no tipo de indústria que a empresa norte-americana atende. Assim, a companhia, com fábricas nos EUA, Canadá, África do Sul e Alemanha, inaugura no próximo dia 26 a sua quinta unidade, em Vespasiano, a 22 km de Belo Horizonte.

Numa parceria com a empresa Manufatura e Desenvolvimento de Equipamentos (MDE), de Vespasiano – daí a escolha de Minas Gerais –, a Astec do Brasil se instalou numa área de 59 mil m². O diretor comercial Galvão Maia explica que lá serão fabricados equipamentos para os mercados de infraestrutura, agregado (material que, junto com o cimento e água, forma o concreto) e mineração. “Vendemos equipamentos isolados e plantas completas aptos a fazer toda a linha de produção e que podem ter até 30 equipamentos”, diz o engenheiro.

A produção da máquina isolada consome de 90 a 120 dias. Para fazer uma planta completa, o prazo vai depender da complexidade dela, o que pode durar de 150 a 240 dias. “Já temos algumas encomendas, pois iniciamos a operação no fim de 2014. As principais encomendas têm sido para o segmento de empreiteiros”, conta Maia.

A fábrica em Vespasiano também vai fabricar a usina de asfalto com o modelo Yoyager 120 com capacidade de produção de massa asfáltica de 120 toneladas por hora. Além disso, serão feitos britadores de mandíbula icônicos, peneiras vibratórias, alimentadores vibratórios, conjuntos móveis de britagem sobre pneus e equipamentos para aplicação de asfalto. Os preços vão de R$ 200 mil a R$ 3 milhões para equipamentos. “E quando se fala numa instalação de britagem e peneiramento completa, o preço fica entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões”, calcula

Diferencial


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Para Maia, os principais diferenciais da Astec do Brasil são a agilidade no atendimento, na entrega e no pós-venda. “Isso é para manter o equipamento com uma alta disponibilidade física”, diz. Para evitar máquina parada, Maia conta que a Astec tem um grupo de técnicos experientes que vão ao local para prestar o atendimento. Além disso, a fábrica em Vespasiano também produz as peças das máquinas e tem uma rede com 11 representantes que cobrem 80% do território nacional.
 
Grupo pensa no mercado brasileiro em longo prazo

O diretor comercial da Astec do Brasil, Galvão Maia, acredita que 2015 vai ser um ano muito difícil, notadamente o primeiro semestre. “Mas, quando se faz um investimento dessa monta (R$ 60 milhões na fábrica em Vespasiano), não está se pensando em um ano. O Brasil tem um potencial gigante”, afirma Maia.

O engenheiro explica que somente cinco países do mundo – EUA, Índia, China, Rússia e Brasil – têm os três pré-requisitos necessários para a expansão da empresa, que são PIB, população e território. A Astec já tem fábrica nos EUA e no Brasil. Nos outros países, considera o ambiente de negócios um pouco mais difícil.

Maia conta ainda que no negócio da Astec dois segmentos são importantes: mineração e infraestrutura. “O maior mercado em infraestrutura está em São Paulo, e o maior mercado de mineração está em Minas Gerais”. Sorte nossa.

Composição da fábrica

A unidade mineira da Astec tem escritórios comerciais, um prédio social, dois auditórios com foco na área de treinamento, um galpão de 11 mil m² para a fábrica e que está preparado para receber uma duplicação.

Foto de capa: Leo Lara/ Ascom Sede




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