Autopeças: balança tem déficit de US$ 1,23 bi

Com produção em queda, valor recuou 30,7% ante 1º bimestre de 2014.

A balança comercial do setor de autopeças, elaborada com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), registrou déficit de US$ 1,23 bilhão no acumulado de janeiro a fevereiro de 2015. O valor representa uma retração de 30,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Exportações e importações recuaram no acumulado 17,3% e 25%, respectivamente. As vendas no setor de autopeças para 142 países totalizaram US$ 1,09 bilhão e as compras, vindas de 122 nações somaram US$ 2,32 bilhões. As exportações para a Argentina, principal destino dos componentes brasileiros, somaram no primeiro bimestre US$ 379,4 milhões, um recuo de 34,7% ante o mesmo período do ano passado.

Os embarques para os Estados Unidos, segundo maior comprador, chegaram a US$ 177,7 milhões em janeiro e fevereiro. Os negócios com os americanos recuaram bem menos, 6,98%. Dos cinco maiores destinos dos componentes produzidos no Brasil, a queda mais acentuada ocorreu para a Alemanha, 25,5%. O país recebeu US$ 74 milhões de autopeças brasileiras neste primeiro bimestre, ante US$ 99,3 milhões no mesmo período de 2014.

No caminho inverso, vem dos Estados Unidos o maior valor em importações de componentes automotivos. A nação vendeu ao Brasil no primeiro bimestre US$ 288,7 milhões, mas registrou queda de 15,9% ante igual período do ano passado. A China vem em segundo lugar e bem próxima aos Estados Unidos. Enviou ao Brasil US$ 268,4 milhões. As importações chinesas registraram queda de 11,5%, a menor entre as cinco nações que mais vendem itens automotivos para o Brasil.

Cresce, por sinal, a dependência do Brasil por componentes asiáticos. Em todo o ano de 2014, os componentes da Ásia e Oceania responderam por 37,2% das compras feitas pelo Brasil, ante 36,1% dos provenientes da Europa. Nos dois primeiros meses de 2015 a fatia de Ásia e Oceania saltou para 39,3% e a da Europa recuou para 34,3%.




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