Bramont admite fim de linha para os Mahindra

Empresa culpa “panorama adverso do mercado e depreciação do real”.

A Bramont emitiu comunicado oficial sobre o fim da produção de veículos Mahindra em Manaus. Segundo a empresa, a decisão se deu por causa do “completo panorama adverso do mercado automobilístico brasileiro, agravado pela depreciação do real”.

A empresa deixou de fazer os utilitários de origem indiana e também as motos Benelli. A companhia não esclarece, no entanto, o que fará com sua estrutura capaz de montar 5 mil carros por ano em um turno e o galpão inaugurado há pouco mais de um ano com duas linhas de montagem aptas a produzir anualmente 100 mil motocicletas. A Bramont ocupa área de 200 mil metros quadrados em Manaus.

Tanto os Mahindra como as motos Benelli somam-se à coleção de “tiragens limitadas” da Bramont, que começou em 2007 com os veículos indianos (menos de 4 mil fabricados até 2014). A empresa também montou quadriciclos Polaris e motos Triumph num período em que os veículos dessas marcas eram vendidos pelo Grupo Izzo. Hoje os Polaris são importados inteiros e a Triumph tem a própria fábrica em Manaus.

Para se enquadrar no Processo Produtivo Básico (PPB) em Manaus, os veículos Mahindra cumpriam etapas nada racionais. As carrocerias seguiam da Índia para Pouso Alegre (MG), onde eram pintadas, montadas, recebiam painel e itens internos.

Depois disso eram transportadas até Belém (PA), de onde iam de balsa para Manaus. Lá elas se uniam, dentro da Bramont, ao conjunto formado por chassi, motor e transmissão. Após a montagem final, pegavam a balsa de volta a Belém e eram levadas até Uberlândia (MG), onde ocorria a distribuição para as revendas.

Segundo a Bramont, a produção dos tratores Mahindra em Dois Irmãos (RS) está normal.




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