Pernambuco terá três novos parques tecnológicos

Entre os parques previstos estão o de metalmecânica, fármacos e biociências.

Pernambuco irá receber novos parques tecnológicos nos próximos anos como uma das diretrizes da nova gestão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo a secretária, Lucia Melo, os estudos já foram iniciados, mas seguem sem prazo.

Três novos parques tecnológicos já possuem orçamento previsto desde o final do ano ano passado, mas eles receberão um montante atualizado entre final de fevereiro e início de março, quando a pasta divulgará o orçamento estabelecido pela LOA 2015 (lei de orçamento anual de 2015).

Entre os parques previstos estão o de metalmecânica, fármacos e biociências. As propostas estão sendo estudas pela secretaria. Foram previstos investimentos de R$ 29,9 milhões para o desenvolvimento tecnológico e engenharia dos novos parques. Ainda no orçamento foram destinados R$ 8,6 milhões para o fomento à competitividade das empresas embarcadas no Parqtel e do Porto Digital.

“Um crescimento de um parque qualquer que seja o setor está atrelado à agenda de crescimento das indústrias de maior complexidade tecnológica”, disse a secretária Lucia Melo ao NE10. “E esta ainda está crescendo pouco”, afirma.


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A secretária assumiu a pasta neste mês e espera alavancar mais recursos. “Tenho conversado com o governador Paulo Câmara e ele tem ciência que nossos investimentos atuais estão aquém das necessidades da dinâmica de produção de Pernambuco”. No final do ano passado, uma pesquisa da Endeavour chamou atenção para o baixo investimento do Estado na área de tecnologia. À época a secretaria afirmou que o levantamento não levou em conta os recursos destinado a instituições como a Facepe e a Universidade de Pernambuco.

Habitats de inovação

As novas propostas de parques estão sendo estudados e terão papel importante para o desenvolvimento de novas indústrias no Estado. “Nós vamos investigar, entender melhor para criar não só parques, mas habitats de inovação”, explicou. “Mas isso isolado não irá dar resultado. É preciso estar articulado com investimentos produtivos, porque um parque pressupõe que você tenha empresas, não só centros de pesquisas ou desejo das pessoas terem um laboratório em um lugar chamado parque”.

Os novos parques também devem ajudar a melhorar a inserção de Pernambuco dentro de um contexto global. “Para fazer negócio tem que ter produto de qualidade, conhecimento e articulação nacional e internacional. Você tem que olhar para os arranjos globais e em como podemos inserir nas cadeias internacionais nossos produtos”, conclui.




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