Scania projeta investimento de R$ 100 milhões para 2015

Depois de dobrar seu número de vendas de 60 mil para mais de 120 mil em dez anos, os executivos da Scania no Brasil ainda acreditam que o País tem muito a oferecer para a fabricante.

Prestes a fechar 2014 como o quarto melhor ano de sua história no Brasil, a Scania deixa de lado a instabilidade da economia do País, que resultou numa queda de 30% nas vendas da fabricante sueca no segmento de pesados neste ano, em relação a 2013, e projeta para 2015 aportes equivalentes a R$ 100 milhões para o mercado nacional. Apesar da demora do governo em divulgar as novas condições do Finame, o que dificulta o planejamento para os próximos meses, os executivos projetam que boa parte desta verba seja destinada para o setor de pós-venda.

A fabricante, que dará no próximo ano um dos passos mais importantes do último ciclo de investimentos do grupo, o início da produção da linha de pintura de cabines na fábrica de São Bernardo – já em fase de testes após receber investimento estimado em R$ 70 milhões –, espera também em 2015 aumentar o número de concessionárias no País. “Iremos fechar 2014 com 116 unidades em todo território nacional. Para o próximo ano, a expectativa é que esse número chegue a 122”, revela o diretor-geral da Scania no Brasil, Mathias Carlbaum.

O executivo, que assumiu o cargo em julho, e comanda toda a operação comercial da empresa no território nacional, acredita que, apesar das incertezas quanto à nova equipe econômica do País, o mercado deve continuar estável para o próximo ano. “Vimos em 2014 uma queda em relação ao ano anterior e, mesmo assim, conseguimos um excelente resultado. Para o próximo ano acreditamos que o panorama continue o mesmo, sem muitas alterações.”

De acordo com Carlbaum, a estabilidade do mercado pode ser exemplificada quando se leva em consideração o resultado da empresa em dois segmentos. “Neste ano, enquanto aumentamos em 30% a venda dos semi-pesados (com carga máxima igual ou inferior a 45 toneladas) perdemos a mesma quantidade no setor de pesados (acima disso)”, explica o diretor-geral da fabricante, que ainda acredita no potencial do último mercado. “Não podemos deixar de investir nele. Aliás, o mesmo ainda é um dos nossos potenciais no Brasil.”


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Sem revelar se a fábrica de São Bernardo irá contratar funcionários para atender à demanda do novo espaço de pintura que a montadora abrirá no próximo ano, Carlbaum disse que a relação da empresa com a região tem colaborado para o desenvolvimento dos negócios em território nacional. “Aqui está nosso maior mercado no mundo e, neste atual panorama, não podemos deixar de citar a boa relação que temos com o Grande ABC, que nesses mais de 50 anos tem nos dado todo apoio.”

Expansão

Depois de dobrar seu número de vendas de 60 mil para mais de 120 mil em dez anos, os executivos da Scania no Brasil ainda acreditam que o País tem muito a oferecer para a fabricante. “Há muito o que se explorar no território brasileiro. O fenômeno Nordeste é um exemplo. Depois de ficar centralizado somente nas regiões Sul e Sudeste, vemos que essa região tem expandido nesse segmento de uma forma acentuada”, afirma Carlbaum.




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