Mercado de luxo no Brasil tem grande potencial, diz Jaguar

 No início de dezembro, a Jaguar Land Rover irá deitar a pedra inaugural de sua fábrica em Itatiaia, interior do Rio de Janeiro. A fundação marca o início da estratégia da montadora para o país.

Ainda imaturo, há muito espaço para o crescimento do segmento de luxo no mercado brasileiro, acredita Terry Hill, presidente para América Latina e Caribe, em entrevista exclusiva à Exame.com.

A fábrica, que irá receber investimento de R$ 750 milhões, irá gerar 400 empregos diretos e quase o mesmo em empregos indiretos. Terá capacidade para fabricar 24.000 unidades por ano.

Essa será a primeira operação totalmente controlada pelo grupo inglês fora do Reino Unido.

A expansão para novos mercados é necessária para a montadora conseguir continuar crescendo. Esse ano, as vendas globais irão subir 16%.

Segundo Hill, as três plantas inglesas estão funcionando a todo vapor. Por isso, “se quisermos crescer, precisamos nos conectar a outros mercados”. Já existe uma fábrica na China que funciona em joint venture com a Chery.

“Escolhemos o Brasil por causa do seu potencial de mercado”. Hoje, o segmento de luxo no Brasil corresponde a apenas 2% do total dos veículos vendidos. Esse ano, serão vendidos 7.300 carros da marca no Brasil.

Em mercados mais maduros, a fatia de luxo é de 10% do total, conta Hill, afirmando que há muito espaço para ampliar sua presença. 

Discovery Sport

O Discovery Sport será o primeiro veículo a ser produzido na planta do Rio de Janeiro, a partir de 2016. O SUV foi apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo no dia 29 e estará disponível para venda já em 2015. No meio tempo, será importado do Reino Unido.

Para Hill, “é um carro feito para por brasileiros, para brasileiros”. Segundo Phill Pophan, diretor global de marcas, é um veículo off road para a cidade, campo, praia ou montanha.O SUV sai a partir de R$ 179.900.


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Segundo Hill, esse já é o preço que o carro teria ao ser produzido no Brasil, mesmo que por pouco mais de um ano todos os modelos tenham que ser importados. “Seremos impactados por essa decisão, mas estamos pensando no nosso consumidor”, segundo Hill.

Futuro

Os investimentos são pensados à longo prazo, afirma Hill, ainda que a situação atual não seja a mais positiva. “A economia muda”, diz ele, mencionando as eleições e Copa do Mundo desse ano. Em 2020, por outro lado, o Brasil será o quinto maior mercado do mundo, segundo projeções.

Além de ser uma marca adorada por consumidores, “temos um ótimo relacionamento com o governo do Rio de Janeiro”, disse Hill. “Os fundamentos para crescer no Brasil são fortes”.

Além da fábrica, a empresa ainda abrirá mais concessionárias. Já são 38 e, até março de 2015, serão 42 nas cinco regiões do Brasil.




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