Cummins cancela fábrica em Itatiba

Com cenário adverso, fabricante de motores revisa investimento no Brasil.

A Cummins cancelou o projeto de instalação de nova fábrica em Itatiba, no interior paulista, que previa investimento de US$ 90 milhões para a produção de grupos geradores e componentes e instalação de um centro de distribuição. A fabricante de motores diesel comunicou a desistência por meio de nota distribuída na manhã da quinta-feira (16). 

“A medida foi tomada após revisão dos estudos sobre os investimentos para aumento de capacidade produtiva na região, que não mais se justificam por conta do cenário atualmente projetado nos diversos mercados em que atua nos próximos anos”, diz o comunicado da companhia. “Esta mudança na estratégia de manufatura se alinha com a busca contínua de competitividade e visa alavancar o crescimento da empresa de forma mais sustentável no País”, diz o texto. 

Anunciada em março de 2012, a fábrica da Cummins em Itatiba, a 86 quilômetros da capital paulista, estava programada para entrar em operação dois anos depois, em março deste ano, com geração de 250 postos de trabalho na primeira fase, aumentando para 700 na segunda fase, em 2015. 


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A nova fábrica, segundo divulgado em 2012, fazia parte do programa de investimento da Cummins no Brasil, que totalizava US$ 200 milhões e incluía aportes também na unidade de produção de Guarulhos, na Grande São Paulo. A empresa não informou se o montante a ser investido continua o mesmo após o cancelamento do projeto de Itatiba. No comunicado, afirma que “aumentará os investimentos previstos em suas plantas e demais instalações atuais”. Segundo a nota, esses recursos serão direcionados não só a modernização e ajustes de capacidade das instalações em operação, “mas também à inovação e ao desenvolvimento de produtos e serviços, melhoria de produtividade, atendimento a clientes e muitos outros”. 

Na mesma nota a Cummins agradece a Prefeitura de Itatiba, “que ofereceram as melhores condições possíveis para nosso projeto, o qual infelizmente deixou de ser a opção mais viável na atual conjuntura de nossos negócios”.

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