Volks investe R$ 50 milhões em laboratório

A Volkswagen finalizou um investimento de R$ 50 milhões na ampliação e modernização de laboratórios de testes na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Numa iniciativa alinhada às metas estabelecidas pelo novo regime automotivo brasileiro para tornar mais econômicos e menos poluentes os carros produzidos no país, a montadora instalou doze novos equipamentos nos laboratórios onde são medidas as emissões e o desempenho dos motores.

Isso inclui a aquisição de um dinamômetro - espécie de plataforma estática onde os automóveis são colocados a rodar para testes - de veículos com tração nas quatro rodas, anunciado como o primeiro do tipo na indústria brasileira. Segundo a empresa, essas novas tecnologias vão dar apoio para a Volks atender "ainda mais" as exigências do Inovar-Auto, como é conhecido o regime automotivo brasileiro que, em troca de benefícios tributários, cobra das montadoras avanços na eficiência energética dos veículos nacionais.

Para ter acesso aos incentivos previstos no programa, os fabricantes se comprometeram em melhorar em pelo menos 12% a eficiência dos carros até 2017. A meta é considerada ambiciosa e tem exigido investimentos pesados das empresas na modernização dos sistemas de propulsão.


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Segundo estimativas da Anfavea, a entidade que representa as montadoras instaladas no país, cerca de R$ 12 bilhões serão destinados pelo setor a atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico nos próximos anos - dentro dos R$ 75,8 bilhões previstos no ciclo de investimentos do Inovar-Auto, cuja vigência vai até 2017.

Como forma de apoio ao salto tecnológico pretendido pela nova política automotiva, o governo divide tais dispêndios com as montadoras por meio da geração de crédito tributário equivalente a até 2% do faturamento das empresas - subsídio que pode ser usado para abatimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos.

Nos laboratórios da Volks no ABC, além da aquisição de equipamentos, houve uma ampliação da área onde os automóveis são acondicionados por doze horas antes da realização dos testes.

Cerca de 0,4% dos veículos produzidos pela Volks no Brasil - ou uma média próxima de 40 carros por dia - são testados no laboratório de emissões, inaugurado em 1976. Já no laboratório de motores, as informações levantadas em testes são aproveitadas na busca dos engenheiros pela melhor calibragem dos propulsores, assim como no desenvolvimento de novos veículos e motores.

Os dinamômetros, onde os carros são colocados para rodar nesses testes, simulam condições reais de trânsito, com acelerações, frenagens, ultrapassagens, congestionamentos e paradas aos semáforos. Também é testado o funcionamento do automóvel em condições climáticas adversas. Os gases emitidos pelos veículos, ou protótipos que futuramente poderão ser produzidos pela montadora, são coletados em um tubo instalado no escapamento do automóvel para análise dos especialistas, com o objetivo de se chegar a carros cada vez mais eficientes.

As soluções em desenvolvimento pela indústria para melhorar a eficiência dos veículos vão desde a substituição de materiais - tendo em vista a redução no peso dos carros - à introdução de tecnologias, como turbos, para tornar os sistemas de propulsão mais compactos, sem comprometer o desempenho dos automóveis. No sentido de reduzir consumo de combustível e, como consequência, as emissões, a nova geração do Uno, da Fiat, já oferece a tecnologia Start/Stop, que desliga automaticamente o motor quando o carro não está em movimento.




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