Parque tecnológico tem aval do Estado de SP

O projeto da Prefeitura de Santo André de criar parque tecnológico no município ganhou o aval da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, que deu parecer favorável para o credenciamento do plano no SPTec (Sistema Paulista de Parques Tecnológicos). A informação, embora ainda não tenha sido publicada no Diário Oficial do Estado, foi confirmada pelo governo estadual.

Participar do SPTec é importante, porque permite à administração municipal pleitear até R$ 20 milhões em recursos do Estado para viabilizar a construção do empreendimento, afirma a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Oswana Fameli. Parques desse tipo se destinam a fomentar a inovação em setores importantes da economia local, com a aproximação entre empresas e o setor acadêmico e o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento.

Oswana lembrou que, para finalmente chegar à etapa atual – ou seja, estar em vias de ter o projeto incluído, de fato, no SPTec – foi um longo percurso. Isso porque na gestão anterior, do prefeito Aidan Ravin (PSB) – que foi de 2009 a 2012 –, a Prefeitura obteve, do governo estadual, R$ 330 mil para aplicar em estudos de viabilidade para a montagem de projeto desse tipo. No entanto, a iniciativa não andou. Havia, entre os entraves, a não existência de entidade gestora da iniciativa e a indefinição de legislação municipal de incentivo, pontos fundamentais para a inscrições no SPTec.

“Quando assumimos essa gestão (em 2013), encontramos a vontade (de credenciar), mas era só a vontade; construímos um projeto, aprovamos a lei de designação de áreas de base tecnológica, a lei de inovação e de incentivos para a cidade, instituímos processo de gestão do parque tecnológico junto à Agencia de Desenvolvimento Econômico, construímos o plano de ciência e tecnologia da cidade e, com todos os elementos e parcerias com empresas, cartas de intenções, apresentamos o projeto para o governo do Estado, há dois meses. Na semana passada tivemos a informação de que recebemos o parecer favorável”, disse Oswana.


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As áreas definidas para a construção do empreendimento, que deve ter o foco em setores como plástico, químico, petroquímico, têxtil, alimentação e área de Saúde, entre outros, ficam na Avenida dos Estados e no Campo Grande, no Parque Andreense, totalizando cerca de 200 mil m². “Já começamos um trabalho, temos incubadora, plano de ciência, órgão gestor. (Com o credenciamento) Começaremos a capitanear empresas para dentro do parque e a fazer o projeto executivo para a sua construção”, acrescentou a secretária.




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