Vale prevê duplicar exportação para China

A Vale tem meta de dobrar o volume de minério vendido para a China dentro de até cinco anos, para 300 milhões de toneladas. O total de minério exportado pela companhia deve subir, em igual período, para 400 milhões de toneladas. A afirmação é do diretor-executivo de ferrosos e estratégia da Vale, José Carlos Martins, que participou ontem do Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

Em 2013 a Vale exportou 270 milhões de toneladas de minério de ferro - 150 milhões de toneladas para a China. E nos primeiros seis meses deste ano comercializou 71,5 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas para o país, destino de cerca de 50% das exportações da mineradora para os dois produtos no período.

A Vale precisará de novos navios para fazer frente ao aumento do volume exportado, e já estuda se vai contratar ou comprar novas embarcações. "A gente tem optado por contratar. É certo que com o aumento do volume exportado, vamos precisar contratar ou comprar mais navios. Já estamos trabalhando nisso", disse.

Quando perguntado se os navios seriam Valemax - os maiores graneleiros do mundo - Martins respondeu apenas que seriam navios que atendessem às necessidades da Vale.

O diretor explicou que o acréscimo nas vendas previsto para 2018 será decorrente de aumento na produção de minério pela Vale, que em cinco anos deve crescer em 150 milhões de toneladas. Assim em 2018 a meta de produção da mineradora será de 450 milhões de toneladas de minério de ferro.

A maior parte destes volumes, 130 milhões, virão de projetos no norte do país, em Carajás, no Pará. São eles o Serra Sul (S11D) e o projeto Adicional 40 (+ 40). Os 20 milhões restantes virão do projeto de Conceição Itabiritos II, em Minas Gerais.

O diretor da Vale explicou que a meta para este ano, de 312 milhões de toneladas, poderá ser superada, embora isso ainda não seja uma certeza. "Nosso 'guidance' é aquele que já foi dado, o que está ocorrendo é que até agora a produção está se desenvolvendo um pouco melhor do que a expectativa, mas a nossa atividade está sujeita a fenômenos climáticos. Até agora está transcorrendo melhor que o previsto", afirmou.


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Martins confirmou ainda que a companhia está preparada para competir independentemente do preço futuro do minério de ferro e acrescentou que mantém a confiança no desempenho da economia chinesa.

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