Máquinas brasileiras fazem salgados e doces em mais de 50 países

Empresas participantes do Projeto Setorial Brasil Foodservice tem como objetivo fortalecer a competitividade internacional das empresas do setor.

No Qatar, o Chef Joe, do La Cigalle Hotel, usa a máquina para fazer quibes, desde os tradicionais até o vegetariano, de abóbora com espinafre. Na pequena cidade de Brenno, na República Tcheca, a jornalista Hanna comprou o equipamento para produzir pães de queijo e atender clientes com restrição ao consumo de glúten.

Em Londres, o imigrante iraquiano William, da Archie´s, dobrou sua produção de quibes depois de adotar a automação. Em Pune, na Índia, Indraneel Chitalie, da Chitalie Sweets and Snacks, também comprou uma máquina para acelerar a produção de modak, o docinho à base de coco que costuma ser servido ao deus elefante Ganesh, no ritual de adoração.

Estes são alguns dos exemplos do alcance mundial conquistado pela Bralyx, fabricante de equipamentos para a indústria alimentícia de pequeno porte e grande alcance: a empresa hoje tem máquinas instaladas em cerca de 50 países, contra pouco mais de 30, até dois anos atrás.

Entre as últimas praças que integram a lista estão o arquipélago Ilhas Reunion, departamento francês localizado no Oceano Índico, a leste de Madagascar; o sultanato de Omã, à beira do Golfo Pérsico; e a Guatemala, na América Central. Fundada em 1993, a empresa já é uma das líderes no mercado brasileiro de máquinas para a indústria alimentícia.

A Bralyx é uma das 37 empresas participantes do Projeto Setorial Brasil Foodservice, realizado em parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos, Ingredientes e Acessórios para Alimentos (Abiepan) e a Apex-Brasil, com o objetivo de fortalecer a competitividade internacional das empresas do setor.

Para o diretor geral da Bralyx, Gilberto Poleto, a participação no Projeto Setorial abre caminhos para uma empresa que pretende exportar. Mas, chegar ao mercado internacional, depende de uma decisão estratégica.  "A Apex-Brasil oferece o instrumento e a possibilidade para ampliar os horizontes. Mas temos que ter a capacidade de sermos cidadãos do mundo, entender o mercado e os traços culturais dos nossos clientes", afirma Poleto.


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A cobertura da Bralyx foi ampliada tanto pela flexibilidade de suas máquinas, que permite confeccionar alimentos típicos de cada cultura, como pela atratividade de receitas nacionais mundo afora. A marca é a única brasileira com equipamentos capazes de produzir alimentos de diversas partes do mundo, incluindo arancini e gnocchi recheados da Itália, o kibe e o mammoul, especialidades árabes, a chipa paraguaia, a croqueta, da Espanha, os rellenitos (bolinhos de banana recheados de feijão preto) e a pupusa (bolinho de milho branco recheado com bucho de porco) salvadorenhos e o kahk egípcio, além dos brasileiríssimos coxinha, pão de queijo e brigadeiro, entre outros.

"O Brasil é multirracial. Entendemos os hábitos alimentares de europeus, árabes, africanos, latinos, o que facilita conceber equipamentos para atender à necessidade de cada culinária", explica Gilberto Poleto.

Graças à Bralyx, as iguarias brasileiras são produzidas em países como Estados Unidos, México, Paraguai, Suíça, Finlândia, Itália, Alemanha, Inglaterra, Austrália e Venezuela. Um exemplo é a Trem de Minas, em Londres - depois de automatizar sua pequena produção, a empresária Vania Santos viu as vendas crescerem tanto que já adquiriu uma segunda máquina para dar conta das encomendas.

A loja Flavour of Brasil, de Pedro Ferraro, na Austrália, também já precisou de máquinas da Bralyx para atender as demandas. No Chile, as receitas são encontradas na Panaderia Lo Saldes, de Sebastian Mendez, que aprendeu a fazer todos os salgadinhos brasileiros com a empresa. Na Finlândia, elas são encontradas na Marisol Food, de Wagner Pereira. Na Espanha, na Pizza Royer´s, do espanhol Francisco Hernandez.

Além da expansão da cobertura internacional, a Bralyx abriu uma empresa na Europa (Inglaterra), estruturada com show room, estoque de máquinas, peças e assistência técnica para adequação e desenvolvimento de produtos. A empresa também investe na presença em feiras no exterior, como a IBA, na Alemanha, e a Europain, na França, e participa de ações como o Projeto Carnaval, para o qual, por dois anos seguidos, trouxe clientes e parceiros do exterior. Com apoio do projeto Brasil Foodservice e da Apex-Brasil, em 2013 as exportações da Bralyx cresceram 86%, depois da expansão de 17% em 2012.

No ano passado, o faturamento foi de R$ 50 milhões, sendo que o mercado externo respondeu por 8,5% das vendas. Para 2014, a expectativa é de crescimento de 25%, com 15% do faturamento resultante de exportações. "A Bralyx usou a exportação como mecanismo para a melhoria da qualidade e do design dos produtos", resume Gilberto.

"O case da Bralyx nos dá a certeza de que a parceria entre a Apex-Brasil e a Abiepan tem sido importante para ajudar as empresas brasileiras a iniciar ou expandir a sua atuação no mercado internacional", conclui a gestora do Projeto Setorial Brasil Foodservice, Solete Foizer.




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