Confiança da indústria diminui em junho, indica FGV

Índice atingiu o menor nível desde maio de 2009.

O índice que mede a confiança da indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 3,9% entre maio e junho, passando de 90,7 para 87,2 pontos.

"Após a sexta queda consecutiva, o índice distancia-se da média histórica, de 105,4 pontos, atingindo o menor nível desde maio de 2009 (86,4 pontos)", diz a pesquisa, em nota.

A queda do indicador teve como principal motivo a piora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE), usado no cálculo do ICI caiu 5,4%, para 84,4 pontos, e o Índice da Situação Atual (ISA), também utilizado, caiu 2,4%, para 90,1 pontos.

A avaliação sobre o nível atual de demanda exerceu a maior influência na queda do ISA. O indicador deste quesito caiu 3,2% em junho, para 84,5 pontos, o menor desde abril de 2009 (80,5). A proporção de empresas avaliando o nível de demanda como forte ficou quase estável, passando de 8,3% para 8,5%. Já a parcela de empresas que o consideram fraco saltou de 21,0% para 24,0%.

Pelo quinto mês consecutivo, a previsão de produção foi o quesito que mais contribuiu para a queda do IE. O indicador recuou 5,8% em junho, para 100,9 pontos, o menor desde fevereiro de 2009 (100,3). De acordo com a FGV, a proporção de empresas que preveem aumentar a produção nos três meses seguintes aumentou de 22,4% para 23,6%. Por outro lado, a parcela de empresas prevendo reduzir a produção aumentou em magnitude superior, de 15,3% para 22,7%.

Utilização da capacidade instalada

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) diminuiu de 84,3% para 83,5% entre maio e junho, atingindo o menor patamar desde novembro de 2011 (83,3%).


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