GM dará férias coletivas para 4,4 mil funcionários da fábrica de Gravataí

Empresa diz que motivo é "ajuste ao mercado" e não comenta sobre possíveis demissões nos próximos meses.

Com a produção da indústria automotiva em queda e o anúncio de férias coletivas a partir do dia 16 de junho, os 4,4 mil trabalhadores da General Motors (GM) em Gravataí, na Região Metropolitana, temem demissões em massa e se mobilizam para pressionar a direção da empresa no Estado a não cortar cargos. A partir de segunda-feira (16), os mil funcionários do terceiro turno ficarão um mês parados. De 7 a 17 de julho, é a vez dos 3,4 mil dos outros turnos, conforme informações da montadora.

"O cenário, em nível nacional, não é bom. Faremos um ato com os trabalhadores nos próximos dias e enviaremos uma carta à presidência da GM. Queremos a manutenção dos empregos. Já ouvimos uma conversa sobre o fim do terceiro turno, e onde há fumaça, há fogo. As montadoras ganharam muito desde 2007 e têm como manter os cargos", afirma Vascir Ascari, diretor adminisitrativo do sindicato da categoria em Gravataí.

O setor automotivo, de acordo com dados da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), não está em bom momento no Brasil. Nos quatro primeiros meses do ano, a indústria teve produção de 1,07 milhão de veículos, uma queda de 12% sobre o mesmo período de 2013. O fraco desempenho fez com que o emprego no setor recuasse em abril, com um corte de 1,1% das vagas em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Entre os veículos montados na fábrica da GM no Rio Grande do Sul estão o Onix, o Prisma e o Celta. Nas outras unidades da empresa, em São Caetano do Sul (ABC Paulista), e também em Gravataí, os operários terão folga nos dias de jogos da Seleção Brasileira durante a fase de grupos e nas eliminatórias da Copa do Mundo.




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