Mais produtividade com até 40% de redução no consumo de energia

Enquanto o capitalismo selvagem não permitir algum fôlego à indústria e o custo mínimo for o único foco, é certo que muitas empresas continuarão sobrevivendo, contudo, à custa do dano ecológico ao planeta

Empresa alemã fundada em 1894 na cidade de Nürtingen, no distrito de Esslingen, na região administrativa de Stuttgart, estado de Baden-Württemberg, pelos irmãos Ernst e Hermann Heller, começou suas atividades industriais produzindo morsas, serras circulares e furadeiras radiais. Sempre focada nas exigências de seus clientes e demandas de um mercado progressivamente mais desafiador e competitivo, nos anos 80 já havia consolidado seu nome como um dos principais fabricantes de máquinas CNC. Sua linha de centros de usinagem BEA conquistou amplo espaço, principalmente, entre empresas do segmento automotivo.

Graças à concepção arrojada dos projetos e soluções, que envolvem mais do que apenas a máquina, mas também todos os acessórios e meios de aplicação, e graças ao compromisso de cumprir metas em termos de prazos, precisão e qualidade, a empresa é hoje um dos principais fabricantes de máquinas do mercado, em especial, centros de usinagem horizontais, sendo as linhas MC, MCH e MCi exemplos marcantes da aceitação de seus produtos no território nacional.


Imagem da Série MCH


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A globalização dos negócios pressiona as indústrias, de modo geral, a trabalharem com padrões de produtos e serviços de classe mundial. A facilidade de acesso à informação traz o mundo todo à tela dos laptops, tablets e smartphones dos clientes, onde quer que esses estejam. Portanto, ser competitivo localmente não basta! Bens industriais e de compra comparada sofrem a pressão de concorrentes do mundo todo. Sem barreiras protecionistas e com a atuação da OMC (Organização Mundial do Comércio) mediando possíveis conflitos de interesses entre fabricantes das mais distintas nações, o êxito de cada operação industrial depende, cada vez mais, de inovação e criatividade.

Os melhores resultados ocorrem, no entanto, quando e onde houver uma sintonia de propósitos entre governo, escola, indústria e sociedade. Enquanto o governo incentiva a inovação, o empreendedorismo e as exportações, desburocratizando e reduzindo impostos, por exemplo; a escola forma e capacita profissionais competentes;  muitas vezes em projetos cooperados com a própria indústria e o governo. Por seu turno, a indústria desenvolve e implementa métodos mais eficazes de fabricação, visando qualidade, produtividade e economia nos custos de fabricação e comercialização, enquanto que uma sociedade mais esclarecida valoriza mais os produtos e serviços, que contribuam para a sua respectiva sustentabilidade, ampliando negócios no seu entorno e gerando um volume maior de empregos para seus concidadãos.

Na Alemanha, como em outras partes do mundo industrializado, a escassez de energia, frente ao esgotamento da Terra para a geração desse recurso de modo sustentável, vem pressionando governos e indústrias a encontrar meios de equacionar o problema. Esse cenário inspirou a empresa a desenvolver um projeto em parceria com uma universidade, que contou também com o apoio do governo alemão. A iniciativa resultou em um projeto do tipo PPP (Parceria Público Privada) focado em resolver esse desafio para a indústria metal mecânica.

Com amplo sucesso alcançado na Alemanha, o projeto tem despertado muito interesse também no Brasil, principalmente, entre empresas de grupos multinacionais que priorizam a questão do desenvolvimento sustentável. Embora a maioria das empresas destaque a questão ambiental em seus manuais de gestão da qualidade, muitas sofrem do que chamaríamos da ‘síndrome do herói morto’, conforme relata Augusto C. B. Mestre, diretor técnico da companhia.

A Heller oferece ao mercado brasileiro, desde do início dessa década, suas máquinas com sistema de filtragem ecológico, que substitui o uso de elementos filtrantes com papel, que exige descarte, por um sistema a vácuo, sem descartes. Contudo, devido ao custo adicional, a maioria dos clientes ainda prefere continuar a utilizar os filtros convencionais com descarte de papel.

Este exemplo concreto, mostra que investir em máquinas “verdes”, ou seja, que estejam equipadas para garantir maior nível de sustentabilidade é um desejo manifesto por muitos; contudo, a menos que o meio ambiente seja uma prioridade consolidada na visão e propósitos da empresa, poucas são aquelas dispostas a pagar os custos adicionais resultantes do equipamento ecológico. A forte pressão de uma concorrência globalizada e cada vez mais agressiva em preços, faz com que muitos pensem: “De que vale ter uma fábrica ecologicamente correta, porém falida?”. Esse tipo de pensamento faz com que sistemas produtivos mais favoráveis à natureza demorem tanto a ser implementados. Esse estado de coisas só irá mudar, caso haja uma lei federal que obrigue toda a indústria a priorizar os ecossistemas ou a sociedade consumidora se conscientizar que privilegiar apenas o preço pode resultar em um belo ‘tiro no pé’. Terão automóveis lindos e um planeta morto. 

O sistema de racionalização do uso da energia da Heller já vem sendo aplicado no Brasil em caráter experimental, há, pelo menos dois anos e passará a ser vendido como opcional. Colocá-lo como item standard nas máquinas é o objetivo da companhia, o que deve ocorrer na medida em que a comunidade industrial perceber melhor os desdobramentos positivos desse investimento e o curto prazo em que ele se paga. Os dispositivos acrescentados à máquina faz com que ela só consuma energia quando efetivamente esteja produzindo. Isso pode proporcionar economias da ordem de 15 a 40% desse recurso. De acordo com Rivaildo Martines, chefe de projetos da Heller Brasil, é uma ideia simples, porém muito benéfica. Na Honda Automóveis da cidade de Sumaré, o sistema foi testado com sucesso e em seguida estendido para uma linha de 48 máquinas. Trata-se de um sistema que pode ser aplicado mesmo em máquinas que já estejam em operação, via um pequeno retrofitting (reforma). Havendo interesse, basta entrar em contato com um representante Heller para obter mais detalhes.

A fim de atender clientes de todos os portes, a empresa atua no mercado com o conceito de Entry Machine (primeira máquina), abrindo oportunidades para todos aqueles que desejarem experimentar a eficácia de uma máquina Heller. Deste modo, quando alguém estiver pensando em adquirir um centro de usinagem CNC de alto desempenho, não deve tomar essa decisão antes de conversar com um de seus representantes. Atualmente, é possível obter uma solução adequada a um custo plenamente absorvível, principalmente, se for considerado o fato de que todas as máquinas nacionais da empresa estão cadastradas no  FINAME.

A empresa possui mais de 1700 máquinas em operação no mercado e em pleno funcionamento. Quem experimenta uma vez, sempre volta a comprar. Se você ainda não tem a sua, entre em contato com um representante autorizado e deixe o seu mundo mais azul, provando do conceito Heller Blue, a Heller Ecológica. 




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