TMD começa obras em fábrica de pastilhas de freio

O cronograma prevê a conclusão das obras em junho de 2015.

A TMD Friction, fabricante de pastilhas e lonas de freio controlada pelo grupo japonês Nisshinbo, começou as obras de uma fábrica em Salto, no interior paulista, que vai substituir a linha em operação na vizinha Indaiatuba há quase quatro décadas.

Os trabalhos, com a preparação do terreno, começaram no mês passado e devem avançar para a fase de fundações em maio, quando também está prevista a realização de uma cerimônia, no dia 13, para marcar o início da construção da fábrica.

O cronograma prevê a conclusão das obras em junho de 2015 para que os equipamentos em operação na unidade de Indaiatuba passem a ser transferidos à nova fábrica, cujos investimentos podem chegar a R$ 142 milhões.

A empresa vai recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar R$ 27 milhões do projeto. O restante será custeado pelo caixa da própria TMD no Brasil e aportes diretos dos controladores estrangeiros.

O empreendimento permitirá ao grupo ampliar a capacidade instalada em todas as linhas. A produção de pastilhas de freio - para abastecer montadoras ou o mercado de reposição - sairá de 17 milhões para 22 milhões de unidades por ano. Já o potencial de fabricação de lonas de freio vai dobrar, chegando a cerca de 18 milhões de unidades.

A fábrica de Salto vai aproveitar todos os 550 funcionários que trabalham para a TMD em Indaiatuba - distante a 15 quilômetros - e ainda criará outras 200 vagas de trabalho. "Queremos manter todos os trabalhadores para aproveitar a experiência deles", afirma o diretor da empresa, Edilson Jaquetto.

Ele diz que a impossibilidade de novas expansões, em virtude de restrições ambientais, somada a dificuldades para a operação decorrentes da transformação do bairro onde a atual fábrica está instalada em uma área residencial, forçou a mudança de endereço.


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Com a forte queda na produção e a acomodação das vendas de veículos, o desempenho do mercado neste ano não vai tão bem como o previsto no plano de negócios apresentado aos controladores no Japão para que o investimento fosse aprovado, em outubro do ano passado. Apesar disso, a projeção da companhia é chegar em 2017 com um faturamento de R$ 215 milhões, 53,6% a mais do que os R$ 140 milhões do ano passado.

Para chegar lá, a TMD se apoia em oportunidades criadas pela chegada de novas montadoras ao país, além dos projetos de expansão das marcas já instaladas e as exigências, estabelecidas no novo regime automotivo, de uso crescente de peças locais na fabricação de veículos.

Jaquetto conta que, até o fim de 2015, a TMD começa a fornecer pastilhas de freio dianteiro aos carros produzidos pela Honda em Sumaré (SP). Em agosto, dois novos contratos foram conquistados com a Volkswagen para equipar os modelos Polo e SpaceFox. Os novos alvos são a Nissan, que inaugura amanhã sua fábrica em Resende (RJ), e o Up!, subcompacto lançado em fevereiro pela Volks. A partir da inauguração da fábrica de Salto, o objetivo é ampliar de 36% para 51% a participação no mercado de freios dianteiros das montadoras. Já no segmento de freio traseiro, a meta é sair de 40% para 65%.




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