Keko ingressa no segmento de pesados

Fabricante de acessórios fará peças para caminhões, ônibus e implementos.

A Keko, que fabrica há 28 anos acessórios para veículos leves, está ingressando no mercado de pesados, com fornecimento de autopeças para caminhões, ônibus e implementos agrícolas e rodoviários. A novidade foi anunciada durante a Automec 2014, feira voltada ao segmento de reposição de autopeças de veículos comercias que acontece entre 1º e 5 de abril no Anhembi, em São Paulo. 

Segundo Juliano Mantovani, diretor de mercado e inovação da Keko, a planta da empresa, instalada em Flores da Cunha (RS), em terreno de 25 mil metros quadrados, tem capacidade ociosa e está apta a desenvolver novos produtos para diversificação dos negócios. 

Cerca de 80% dos R$ 130 milhões faturados pela Keko em 2013 foram obtidos no mercado OEM (de fornecimento para montadoras) e os 20% restantes, no aftermarket. Em 2014, segundo Mantovani, a receita deverá crescer para R$ 159 milhões. 

A empresa espera que o segmento de pesados gere 10% de seu faturamento em 2017, sendo 3% de peças vendidas para caminhões, 3% para implementos agrícolas, 3% para implementos rodoviários e 1% para ônibus. Dentre os potenciais clientes futuros estão AGCO, Agrale e Guerra. “O objetivo da Keko é tornar-se fornecedora de soluções completas para o setor automotivo”, aponta Mantovani. 


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Uma das novidades desenvolvidas pela Keko para o segmento de pesados é o novo levante hidropneumático com acionamento automatizado. A peça serve para separar o implemento do caminhão e, segundo o diretor, facilita este procedimento ao dispensar o esforço físico do motorista. Uma vez aplicado em reboques e semireboques, a capacidade de levantamento é de 30 toneladas. A Keko espera vender 800 pares de levantes por mês a partir do segundo semestre de 2014. 

Outros produtos a serem vendidos em breve para montadoras de pesados são protetores de radiador (que serão colocados no Ford Cargo, por exemplo), protetores frontais, arcos de segurança, além de outras peças injetadas em plástico ou cromadas.

Por Camila Franco/ Automotive Business




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