Balança comercial melhora em novembro

Superávit de US$ 1,74 bi foi o melhor para o mês de novembro desde 2007, mas desempenho do ano éo pior desde 2000.

A balança comercial brasileira superou a expectativa do mercado e fechou novembro com superávit de US$ 1,74bilhão, o melhor resultado para o mês desde 2007. A algumas semanas do fim do ano, entretanto, os valores não garantem que a conta de 2013 fechará no azul.
 
O governo espera um resultado próximo de zero no fim do ano e já admite que pode ocorrer um pequeno déficit. No acumulado do ano até novembro, o saldo está negativo em US$ 89 milhões, que é o pior resultado desde 2000, quando o déficit foi de US$ 519,9 milhões. Foi naquele ano que o País registrou o último déficit comercial no ano fechado: US$ 731 milhões.
 
O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Roberto Dantas, avaliou o número do mês passado como "equilibrado". Logo em seguida, afirmou que a expectativa do governo é de que a balança comercial brasileira encerre o ano "equilibrada" ou com um pequeno superávit.
 
Dantas lembrou que os meses de dezembro costumam ter baixo movimento de importação, o que colabora com o resultado positivo da balança. Segundo ele, o número final do ano dependerá do comércio de petróleo e derivados.
 
A exportação de automóveis somou US$ 4,997 bilhões de janeiro a novembro e bateu recorde no período. Esse resultado se deve em parte ao valor do real ante o dólar. Com a moeda desvalorizada, o produto brasileiro fica mais barato no exterior. "O câmbio tem contribuído com a exportação de automóveis no segundo semestre." Alguns dos principais países compradores de automóveis brasileiros são Argentina, Uruguai e Chile. Outro produto que chamou a atenção do governo em novembro, segundo Dantas, é a carne bovina, cuja exportação já somou US$ 6 bilhões no ano.
 
Futuro
 
Em relação a 2014, a expectativa da área econômica do governo é de resultados melhores do que neste ano, contando com um comércio interna: cional mais aquecido. O câmbio, que já tem ajudado a balança em 2013, deve colaborar de  forma positiva também no médio prazo, segundo uma fonte ouvida pela reportagem. Além  disso, o governo aposta que as  desonerações também vão melhorar o resultado.
 
Mais que todos esses fatores, entretanto, a aposta é na recuperação do cenário mundial. "A crise internacional está nos  seus últimos minutos", disse a  fonte. O governo trabalha com a expectativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que o comércio mundial cresça em 2014, em volume, 5%. Neste ano, a previsão é 2,7%.
 
O Banco Central apontou o encolhimento do saldo comercial como a principal justificativa para a piora do déficit em transações correntes no ano, ao j divulgar os dados do setor externo de outubro. As contas externas brasileiras, que incluem a balança comercial, registraram déficit de US$5 7,1 bilhões em outubro, o pior valor para o mês na série iniciada em 1947.
 
Por Laís Aíegrettí/ O Estado de S. Paulo
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