Mercado eleva previsão de alta do PIB para 2,4% em 2013

Mercado eleva previsão de alta do PIB para 2,4% em 2013

Os analistas de mercado e as instituições financeiras ouvidas pelo Focus elevaram, no boletim divulgado nesta segunda-feira (16), sua expectativa para o crescimento da economia em 2013 a patamar mais próximo de 2,5% do que 2%.
 
O relatório mostra que a mediana das projeções para a expansão do Produto Interno Bruto em 2013 subiu de 2,35% na semana passada  para 2,40%. Há quatro semanas, a previsão era de 2,21%. Subiu também a previsão para o desempenho da produção da indústria brasileira, que era de 2,10% na medição anterior e foi a 2,12% no relatório desta segunda-feira.
 
Caiu, por outro lado, a projeção do desempenho da economia no ano que vem, de 2,28% para 2,22%. Há quatro semanas, a expectativa estava em 2,5%.
 
Na semana passada, a divulgação de dados referentes a julho reforçaram as previsões negativas referentes ao terceiro trimestre do ano. Mesmo a surpresa positiva trazida pelos números do comércio naquele mês e pelo indicador de atividade do BC foi insuficiente para animar os analistas. 
 
Na sexta (13), foi divulgada a queda de 0,33% em julho sobre junho do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que, apesar da retração, representou desempenho melhor que o esperado e levou à melhora das projeções para o PIB do ano, com economistas estimando um desempenho mais próximo de 2,5%.
 
Para o terceiro trimestre, porém, a expectativa ainda é pessimista. Isso porque, entre outros indicadores, as projeções incorporam a retração de 0,2% do emprego industrial em julho e a retração de 2% da produção, divulgadas pelo IBGE. Como reflexo da trajetória oscilante da produção, o emprego no setor apresentou uma queda disseminada geograficamente e entre os segmentos pesquisados pelo instituto. 
 
Os indicadores industriais levantados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também reforçaram o desempenho errático da indústria de transformação. De acordo com a instituição, as horas trabalhadas (indício mais próximo do ritmo de produção) caíram 1,7%, enquanto o faturamento real recuou 1,5%. Para agosto, entretanto, o gerente-executivo de política econômica da entidade, Flavio Castelo Branco, no entanto, estima que a indústria deve mostrar resultado positivo em agosto.
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