BC intervém no câmbio, mas dólar mantém alta e vale R$ 2,40

BC intervém no câmbio, mas dólar mantém alta e vale R$ 2,40

O dólar comercial abriu a sessão desta segunda-feira (19) em alta frente ao real, mantendo a tendência da semana passada. Para tentar frear um pouco essa escalada, o Banco Central (BC) realizou, entre 9h40m e 9h50m, uma operação de swap cambial, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram ofertados até 40 mil contratos, o equivalente a cerca de US$ 2 bilhão. Os contratos vencem em 1º de novembro de 2013 e 1º de abril de 2014. O leilão havia sido anunciado na sexta (16) pelo BC. Pouco depois da oferta, às 10h00, o dólar subia 0,41% sendo negociado a R$ 2,404 na compra e R$ 2,406 na venda, uma alta de 0,41%, valorização semelhante ao horário de abertura das negociações.
 
Na Bolsa de Valores de São Paulo, o principal índice, o Ibovespa, começou a sessão desta segunda em queda. Às 10h04m, o índice se desvalorizava 0,46% aos 51.300 pontos. O Ibovespa vem de uma sequência de oito pregões de alta.
 
Economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Boletim Focus, divulgado nesta manhã (19), aumentaram a estimativa para o dólar comercial no final de 2013. A previsão foi elevada de R$ 2,28 para R$ 2,30. A expectativa para 2014, segundo dados do Focus, é que o dólar feche o ano a R$ 2,35. Na semana passada, a previsão era que o dólar fechasse 2014 em R$ 2,30.
 
Na semana passada, o dólar acumulou alta de 5,36%. A moeda americana subiu impulsionada por números mais positivos da economia americana e por um movimento especulativo dos investidores, testando os limites do Banco Central para intervir no mercado de câmbio. No mês, o dólar se se valoriza 4,8% frente ao real, a maior alta entre 15 outras divisas, segundo a Bloomberg.
 
O estrategista-chefe do banco Mizuho, Luciano Rostagno, observa que o real se desvalorizou numa intensidade maior do que divisas de outros países emergentes, como peso colombiano e mexicano. Para ele, o mercado também coloca no preço a piora dos fundamentos da economia brasileira.
 
"Temos baixo crescimento da economia, inflação alta, política fiscal sem transparência e déficit em conta corrente elevado e crescente. Tudo isso também esta pesando no valor do dólar", diz Rostagno, cuja previsão para o dólar no fim de 2013 está em R$ 2,30, com um cenário alternativo de R$ 2,40.
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