Anfavea estima aumento de exportações de veículos em 2013

Antes, a associação trabalhava com a projeção de uma queda de até 5% nas vendas externas.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou a estimativa de exportação de veículos brasileiros em 2013, que era inicialmente de queda de até 5% nos negócios sobre os 473,2 mil veículos de 2012. "Ainda não concluímos os números, mas após consultar o nosso grupo técnico eu garanto que o desempenho não só deixou de ser negativo, como passou a ser positivo", disse o presidente Luiz Moan, durante o congresso "Indústria Automobilística Planejamento 2014", realizado em São Paulo, nesta segunda-feira (5).
 
Segundo Moan, a projeção deve ser divulgada nesta terça-feira (6), quando a Anfavea apresenta os dados mensais do setor. Moan salientou que o crescimento nas exportações estimado para 2013 é fruto do aquecimento dos mercados e não de ganhos de produtividade ou mesmo de competitividade após a recente alta no dólar no Brasil. "O câmbio, embora seja um estimulador para que saiamos a campo para novas vendas, ainda é muito volátil e não é possível prever se ajudará as exportações", disse.
 
Para 2014, ele disse esperar que o programa Exportar-Auto, de incentivo às exportações de veículos, principalmente com a redução de tributos para a produção, seja implantado no País. A meta da Anfavea é atingir, em 2017, 1 milhão de veículos exportados anualmente. Se a meta for cumprida, a exportação deve responder por pouco menos de 20% da capacidade instalada prevista pelas montadoras no País para 2017.
 
Com investimentos de R$ 71 bilhões, a capacidade deve atingir 5,7 milhões de unidades daqui a quatro anos, com um mercado interno de 4,6 milhões de veículos, o que torna imprescindível a exportação de 1 milhão de unidades para evitar a ociosidade no setor. "Preciso de exportação para não ter capacidade ociosa no País e tenho convicção de que vamos atingir a meta", afirmou Moan.
 
Autopeças
 
Moan afirmou ainda que o fortalecimento da indústria de autopeças é pauta prioritária para o próximo ano no setor automotivo. Ele avalia que não há possibilidade de se ter um setor montador forte no Brasil se não houver indústria de manufatura forte. Uma das vertentes para o próximo ano, segundo ele, será o Inovar-Peças, estudo do governo e do setor privado para um pacote de incentivos às empresas de autopeças.
 
"Na sexta-feira (2), o governo sinalizou a possibilidade de criação de sete ou oito APLs (Arranjos Produtivos Locais) de autopeças, um em cada Estado produtor de veículos, o que é uma boa notícia. É bom lembrar que o Inovar-Auto necessitará de US$ 10 bilhões de investimentos de montadoras em pesquisa, desenvolvimento e engenharia", afirmou Moan. O presidente da Anfavea ressaltou a necessidade do incentivo à produção no País de alguns componentes fundamentais para o cumprimento das metas de economia de combustível previstas no Inovar-Auto.
 
Por Gustavo Porto/ Agência Estado



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