Máquinas têm recorde de vendas no semestre

Foram comercializadas 41,1 mil máquinas agrícolas de janeiro a junho deste ano.

O setor de máquinas agrícolas e de construção bateu recorde de vendas no mercado interno no primeiro semestre deste ano, de acordo com informações divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes e Veículos Automotores (Anfavea), na quinta-feira (4). 
 
Foram comercializadas 41,1 mil máquinas de janeiro a junho deste ano. O desempenho que mais se aproximou a esse volume até hoje, foi o de 36,6 mil unidades, obtido em 1976. Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, a expansão do mercado foi de 29,5% 
 
Houve forte avanço no acumulado do ano nas vendas de colheitadeiras, com alta de 68,8% sobre 2012. Na mesma base de comparação, as de tratores de rodas cresceram 27,3% e as de retroescavadeiras, 33,6%. 
 
Segundo Milton Rego, diretor da Anfavea e de relações institucionais da Case New Holland (CNH), com o fortalecimento e expansão do agronegócio brasileiro, tem aumentado consideravelmente os investimentos em mecanização no campo. “A supersafra, a redução dos juros do PSI/Finame a 2,5% ao ano, e o crescimento dos investimentos em infraestrutura têm contribuído tanto para os altos níveis de vendas, como também de produção”, comentou o executivo. 
 
Do total absorvido pelo mercado, 7,3 mil unidades foram vendidos em junho, o que representa alta de 26,2% sobre junho de 2012 e leve queda de 1,6% sobre maio deste ano. Dentre as máquinas, as colheitadeiras apresentaram o maior avanço na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 99,2%, somando 504 unidades. 
 
Produção e exportação
 
A produção de máquinas, como destacou Rego, fechou o semestre com saldo positivo. Foram montadas 48,3 mil unidades, 15,8% a mais do que os primeiros seis meses de 2012. Saíram das fábricas 8,3 mil delas apenas em junho último, volume 31,3% maior do que o produzido no mesmo mês do ano passado. 
 
“A combinação das vendas com a produção está muito boa. Só temos que comemorar. Mas a exportação de máquinas não anda tão bem assim. O maior cliente, a Argentina, continua a dar preferência para a produção nacional”, admitiu o diretor. 
 
Se há cinco anos o Brasil exportava 30 mil máquinas, neste ano não deverá enviar nem 15 mil, de acordo com os cálculos de Milton Rego. “Enquanto as projeções da Anfavea para o mercado interno deverão ser revistas para mais de 72 mil unidades vendidas no mercado interno e mais de 86 mil produzidas em 2013, as expectativas de exportações deverão ser revisadas para baixo. Não vamos chegar a nossa previsão no início do ano, de exportar 17 mil máquinas, como fizemos em 2012”, adianta. 
 
Foram exportadas pouco mais de 7 mil de máquinas agrícolas e de construção no semestre (1,2 mil apenas em junho), 18% a menos do que o observado em 2012.
 
Por Camila Franco/ Automotive Business



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