17% das empresas não têm plano de investimentos, diz sondagem da FGV

Fatia é superior aos 16% de 2012, mas inferior à média de 21% de 10 anos.

O aumento da eficiência produtiva é a principal motivação das empresas para a realização de investimentos produtivos em 2013, diz sondagem divulgada nesta quinta-feira (13) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O motivo foi apontado por 33% das empresas, proporção similar à do ano passado, diz a fundação.
 
De acordo com a pesquisa,  contudo, 17% das empresas afirmam estar sem programa de investimentos, fatia superior aos 16% observados em 2012, mas inferior aos 21% médios dos últimos 10 anos, diz.
 
A Sondagem de Investimentos realizada no bimestre abril-maio consultou as empresas industriais a respeito das motivações e fatores limitativos à realização de investimentos produtivos neste ano.
 
A expansão da capacidade produtiva foi citada como o principal objetivo por 32% das empresas, proporção também similar à observada no ano passado e inferior à média das previsões nos últimos 10 anos (33%).
 
Apontada com maior frequência em anos em que a indústria investe um volume maior de recursos, a expansão da capacidade havia sido o principal motivo para a realização de investimentos produtivos nos biênios 2007-2008 e 2010-2011. “O resultado sinaliza, portanto, um volume moderado de investimentos para este ano”, diz a FGV, em nota.
 
A substituição de máquinas e/ou equipamentos como principal objetivo ficou em 18%, ante 19% em 2012.
 
Dificuldades
 
O percentual de empresas industriais que apontam algum tipo de dificuldade para a realização de investimentos em capital fixo aumentou neste ano para 46%, ante 43% no ano passado. “O resultado deste ano é o maior nível desde 2009 (87%), quando os investimentos foram bastante afetados pela crise internacional.”
 
Entre os fatores que inibem os investimentos, a limitação de recursos da empresa é citado por 39% (ante 46% em 2012). A carga tributária elevada vem a seguir, apontada como fator inibidor dos investimentos por 37% das empresas (proporção superior aos 35% de 2012). O fator incertezas acerca da demanda foi citado por 31% das empresas, um recuo de 3 pontos percentuais frente ao ano passado.
 
As citações ao custo de financiamento diminuíram para 22%, sobre 26% em 2012. Pelo segundo ano consecutivo, o item taxa de retorno inadequada foi reportado com maior assiduidade, por 22% da empresas, o maior patamar da série histórica, diz a FGV.
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