Máquinas mais compactas são tendência no mercado

A adoção de equipamentos cada vez mais compactos para a indústria de construção é uma tendência que se acentua entre os fabricantes e locadores de máquinas brasileiros.

A adoção de equipamentos cada vez mais compactos para a indústria de construção é uma tendência que se acentua entre os fabricantes e locadores de máquinas brasileiros. A Volvo, por exemplo, que produz equipamentos de construção, aposta nesse caminho para aumentar sua participação no faturamento de máquinas compactas, atualmente em torno de 15%. No mercado total, a participação das máquinas compactas está hoje entre 45 a 50%.

A multinacional sueca decidiu transferir para sua fábrica de Pederneiras (SP), a partir de janeiro de 2014, a produção de retroescavadeiras, que vinha sendo feita na sua unidade de Tultitlán, na região metropolitana da Cidade do México. "Vamos produzir as retroescavadeiras para abastecer o Brasil, toda a América Latina, EUA e Canadá e alguns outros mercados", diz o presidente da Volvo Construction Equipment Latin America Sales Region, Afrânio Chueire.
 
Inicialmente estão sendo investidos US$ 10 milhões na transferência da linha. Com a mudança, apenas o Brasil e a Polônia terão fábricas dessas máquinas da marca. Em Pederneiras serão produzidos os modelos de retroescavadeiras BL60B e BL70B, as mais consumidas nos mercados atendidos pela Volvo nas Américas Latina e do Norte. Mas a empresa vai introduzir ainda, no segundo trimestre, outra novidade: a importação de mini escavadeiras sobre rodas (hoje o que existe é sobre esteiras), produzidas na Coreia do Sul.
 
A diversificação dos modelos de máquinas para atender a construção é uma tendência que se espalha em várias obras. Máquinas de tamanho menor para servir projetos mais específicos. Um estudo da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) mostra, por exemplo, o crescimento de manipuladores de transportes, um hacker que tem uma caçamba, conhecido como pescoção, utilizado principalmente para descarrega de pallets de materiais para as construções, e que consegue elevar esses materiais até 17 metros de altura, substituindo a mão de obra.
 
"Estamos vendo é a consolidação dos equipamentos de pequeno porte. Escavadeiras pequenas, de 1,5 mil quilos, que precisam entrar em ambientes apertados, em indústrias, lugares confinados, e que não estragam vegetação. São máquinas de até oito toneladas", explica o diretor da Escada, Eurimilson João Daniel, uma das principais locadoras de equipamentos de terraplanagem.
 
Segundo ele, esses equipamentos tiveram um crescimento significativo no Brasil. Motivos não faltam: as novas máquinas não fazem muito barulho e têm um custo benefício excelente, além de consumir pouco combustível.
 
Muitas delas, inclusive, já estão sendo utilizadas em obras da Sabesp e na reforma do Maracanã, para os preparativos para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo de 2014. Na avaliação de A Geradora, empresa criada em Salvador, em 1979, com mais de 900 funcionários e 19 unidades de negócios, a tendência do mercado é utilizar máquinas que ocupem pouco espaço físico, como mini escavadeiras, mini carregadeiras, equipamentos capazes de entrar nos centros urbanos, sem tumultuar o trânsito. "Essa tendência é muito forte no Brasil", confia José Cândido Terceiro Filho, diretor comercial da empresa.
 
"Outra tendência são os trabalhos noturnos. Muitas empresas passaram a usar torres de iluminação. Hoje temos um plantel de dois mil torres de iluminação no país", conta. O Brasil está em sintonia com o que está sendo desenvolvido em termos de equipamentos para o setor de construção.
 
Por Genilson Cezar/ Valor Econômico



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