Índice de Preços ao Produtor volta a subir em março, diz IBGE

13 das 23 atividades industriais apresentaram variações positivas de preços.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que  mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação, variou 0,03% em março, em relação a fevereiro, que havia registrado queda de 0,35%.

Com isso, o acumulado no ano ficou em -0,42%, contra -0,45% em fevereiro. Já o acumulado nos 12 meses recuou para 6,64%, contra 7,71% em fevereiro. Na comparação mensal, 13 das 23 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE apresentaram variações positivas de preços, com destaque partindo de madeira (1,61%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (1,35%), alimentos (-1,25%) e metalurgia (1,09%). As maiores influências vieram de alimentos, refino de petróleo e produtos de álcool, metalurgia e outros produtos químicos.
 
De janeiro a março, as atividades que tiveram as maiores variações percentuais foram alimentos (-5,26%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,32%), têxtil (3,14%) e outros equipamentos de transporte (-2,75%). As maiores influências foram: alimentos, refino de petróleo e produtos de álcool, outros produtos químicos e metalurgia.
 
Em relação a março do ano anterior, as quatro maiores variações de preços nessa comparação ocorreram em fumo (19,06%), outros produtos químicos (13,45%), bebidas (10,14%) e refino de petróleo e produtos de álcool (9,74%) e as principais influências vieram de alimentos, outros produtos químicos, refino de petróleo e produtos de álcool e borracha e plástico.
 
Apesar da alta de 0,03% em março, em relação em fevereiro, o técnico do IBGE  Manuel Campos Souza Neto destaca a redução do IPP em 12 meses. Enquanto em fevereiro, na comparação com fevereiro do ano anterior o IPP marcou 7,71%, em março, o índice caiu para   6,64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
 
"Essa grande diferença de mais de 1% se deve principalmente ao que ocorreu em março de 2012, quando houve uma variação positiva do dólar de 4,5% e problemas safra mundial", explicou.
 
Em 12 meses, o fumo apresentou a maior variação ente os produtos pesquisados: 19,06%. O técnico explica que o índice tem a influência de políticas oficiais que reduzem o Imposto sobre Produtos industrializados (IPI) para cigarros mais caros, levando ao aumento de preços, além do preço mínimo estabelecido de R$ 3.
 
Os setores têxteis e de vestuário também tiveram altas expressivas em 12 meses (4,11% e 4,93% respectivamente), segundo o técnico, devido à valorização do algodão, que segue preços internacionais. "Mas em abril o preço começou a cair devido aos grandes estoques", disse Souza Neto.
 
O segmento de informática teve a maior variação negativa em 12 meses: -5,7%, puxada principalmente pelos telefones celulares. Para o técnico, o produto nacional vem perdendo espaço para os importados com mais tecnologia, o que faz seu preço cair.
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