Emprego na indústria fica estável em fevereiro, mostra IBGE

Na comparação com fevereiro de 2012, emprego industrial recuou 1,2%.

O emprego na indústria brasileira se manteve estável em fevereiro, na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais – a exemplo do que já havia acontecido em janeiro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com fevereiro do ano passado, o emprego industrial recuou 1,2%, marcando o 17º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.

No índice acumulado para o primeiro bimestre de 2013, o total do pessoal ocupado na indústria recuou 1,2% e, conforme destaca o IBGE, manteve o ritmo de queda assinalado no último trimestre de 2012 (-1,2%), sempre na comparação com igual período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa anualizada passou de uma queda de 1,4% em janeiro para baixa de 1,5% em fevereiro, dando continuidade à trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).
 
Regiões
 
Segundo o levantamento, o contingente de trabalhadores caiu em dez dos 14 locais pesquisados, na comparação com fevereiro do ano passado. O principal impacto negativo ocorreu na região Nordeste (-5,3%), pressionado pelas taxas negativas em 13 dos 18 setores.
 
Valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria cresceu 2,8%, após recuar por dois meses consecutivos. Outros resultados negativos ocorreram em São Paulo (-1%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Pernambuco (-10,5%) e Bahia (-4,4%). Paraná (1,4%) apontou a contribuição positiva mais relevante sobre o emprego industrial do país.
 
Setores
 
Com relação aos setores, ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 11 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de vestuário (-6,3%), têxtil (-6,0%), calçados e couro (-5,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,1%), madeira (-5,1%), meios de transporte (-1,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,0%). Os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (0,7%) e de borracha e plástico (2,7%).
 
Horas pagas
 
Em fevereiro de 2013, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, variou 0,1% frente a janeiro, após assinalar três taxas negativas consecutivas – período em que acumulou perda de 0,6%. Na comparação com fevereiro de 2012, o número de horas pagas recuou 2,3%, mostrando a 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e a mais intensa desde setembro de 2012 (-2,6%). As taxas foram negativas em 12 dos 14 locais e em 12 dos 18 ramos pesquisados.
 
No índice acumulado em 2013, o número de horas pagas na indústria recuou 1,8% e acelerou o ritmo de queda frente ao resultado do último trimestre de 2012 (-1,1%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Houve recuo em 12 dos 18 setores pesquisados.
 
Salários
 
O levantamento do IBGE indica que, em fevereiro, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente cresceu 2,8%, após recuar por dois meses consecutivos, período em que acumulou perda de 7,1%. No confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu 2,5% em fevereiro de 2013, 38º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Ocorreram resultados positivos em 10 dos 14 locais investigados.
 
No índice acumulado em 2013, o valor da folha de pagamento real na indústria avançou 1,6%, mas reduziu o ritmo de expansão frente ao resultado do último trimestre de 2012 (7,5%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. As taxas foram positivas em 11 dos 14 locais pesquisados.
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