Medição de Alongamento e Redução da Área na Fratura

Medição da Deformação Total - Alongamento

O alongamento do corpo de prova pode ser medido em qualquer etapa do ensaio de tração. Entretanto o comprimento final Lf, no momento da ruptura, é necessário para o cálculo da deformação total.

A deformação total é a soma das deformações:

  • deformação elástica (recuperada após a ruptura)
  • deformação durante o escoamento
  • deformação plástica
  • deformação depois de atingida a carga máxima

OBS: a soma da deformação no escoamento com a deformação plástica é a chamada deformação uniforme.

Para efetuar a medição do comprimento final, seguem-se os seguintes passos:

  • marcam-se n divisões iguais sobre a parte útil do corpo de prova antes do início do ensaio.
  • um comprimento de referência L0 deve ser escolhido neste estágio. É recomendável que o comprimento total das n divisões seja bem superior ao comprimento L0
  • traciona-se o corpo até a ruptura, juntando-se a seguir as partes
  • mede-se a distância correspondente ao comprimento final, tomando-se o mesmo número de divisões à esquerda e á direita da seção de ruptura, quando possível. Quando a ruptura for próxima ao final da parte útil do corpo de prova, toma-se o número máximo de divisões do citado lado, compensando-se a diferença do lado oposto para completar o comprimento de referência.

O procedimento é ilustrado abaixo.

NOTA: Por facilidade da elaboração da figura marcaram-se apenas 10 divisões, sendo este valor coincidente com o comprimento inicial L0. A situação mostrada foi propositadamente escolhida para provocar a leitura de número diferente de divisões à esquerda e direita da seção de ruptura.

 

 

Medição da redução de Área

A estricção ocorre depois de atingida a carga máxima. A estricção é a redução da seção transversal do corpo na região onde ocorrerá a ruptura. A deformação é maior nesta região enfraquecida. A estricção é usada como medida da ductilidade, como já explicado, ou seja, quanto maior a estricção, mais dúctil é o material. O fenômeno da estricção é ilustrado na figura abaixo, para CP de seção transversal circular.

 

 

As medidas de estricção podem ser tomadas tanto para corpos de seção circular como corpos de seção retangular. As medidas e os valores são mostrados nas figuras abaixo.

É importante ressaltar que a estricção não pode ser considerada uma propriedade específica do material, mas somente uma característica do seu comportamento.

Isto se justifica porque o estado de tensões depende da forma da seção transversal, por sua vez, a fratura depende não só do estado de tensões e deformações mas de como se desenvolveu. Então a deformação após a carga máxima não é sempre a mesma.

Apesar do seu caráter mais qualitativo, a estricção é mencionada e usualmente especificada para diversos materiais.