O teste Jominy, ilustrado abaixo segue os seguintes passos:

  • Preparação de corpo de prova padrão com 25mm de diâmetro e 100 mm de comprimento
  • Aquecimento até a temperatura de austenitização dentro de forno
  • Colocação do corpo de prova no aparato Jominy
  • Resfriamento de uma das extremidades do corpo de prova com água em borrifo.
  • Retirada do corpo de prova do aparato e medição da dureza ao longo do comprimento

A velocidade de resfriamento ao longo da barra é quase idêntica para aços carbono e aços baixa liga, obtendo-se uma curva semelhante a representada na figura abaixo.

Este comportamento padrão acontece porque as propriedades térmicas, como condutividade, são praticamente iguais para os materiais citados. É claro que os gradientes de temperatura são maiores na região próxima à extremidade borrifada.

Os valores resultantes da dureza ao longo da barra são mostrados na figura abaixo.

Note-se que quanto maior é a velocidade de resfriamento, maior é a dureza. Isto está diretamente relacionado aos produtos resultantes do resfriamento: martensita, perlita fina e perlita grossa.

A presença de elementos de liga retarda o início das transformações difusivas. Este fato pode ser visto como um deslocamento para a direita das curvas em C dos diagramas TTT. Isto é refletido no ensaio Jominy como uma distância maior endurecida, a partir da extremidade resfriada. Esta é a profundidade de endurecimento ou endurecibilidade ou ainda temperabilidade.

Aços de elevada endurecibilidade possibilitam a obtenção de martensita, de elevada dureza, em componentes de grandes dimensões, tais como matrizes. Aços de baixa temperabilidade ficam restritos a confecção de chaves de fenda, engrenagens de pequenas dimensões e outros componentes similares.

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